18/02/2016 15h24 | Foto: Campos 24 Horas e Divulgação

Com os mesmos problemas de outras escolas, como Liceu e Isepam (falta de porteiros, carteiras quebradas, falta de material didático, banheiros sem condições de uso, equipamentos com defeito, entre outros), professores de mais duas escolas estaduais cruzaram os braços e dispensaram seus alunos nesta quinta-feira(18), em Campos. As escolas Dom Otaviano e João Pessoa, situadas em Ururaí e no Parque São Caetano, respectivamente, aderiram à paralisação parcial. Nesta manhã, em respeito aos alunos, professores fizeram questão de se reunir com eles no pátio das escolas e explicar os motivos da paralisação parcial.
Professores de outras escolas informaram que podem passar a cumprir somente metade da carga horária a partir desta sexta-feira. São elas: José do Patrocínio, Nilo Peçanha, Paula Barroso e Félix Miranda. Nesta última, a falta de porteiro pode ser comprovada através de uma foto enviada por uma leitora ao
Campos 24 Horas (confira a foto ao final desta reportagem).
Como exemplo dos problemas enfrentados nas escolas, alunas do 3º anos do curso normal tiveram aulas no pátio da Escola João Pessoa, já que a sala estava sem ar-condicionado. De acordo com relatos dos professores, as salas estão sem ventilação, há falta de serventes, o que levou o João Pessoa a ficar vários dias sem limpeza, não há porteiro, por isso foi desviado um outro funcionário para prestar o serviço, visto que a escola está numa área de risco. Além disso, o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) não retornou neste ano.
Outros pontos que são abordados pelos professores são a falta de verba para merenda e manutenção. Eles ainda ressaltam que o almoço está sendo fornecido, mas não sabem até quando.
A exemplo do que fizeram professores do Isepam, os professores do João Pessoa se reuniram e recolheram assinaturas para uma petição que será entregue ao Ministério Público (MP), informando as péssimas condições em que a escola se encontra,

Félix Miranda, no Parque Lebret, sem porteiro.
Os professores ainda relataram que os alunos não ficarão sem aulas, mas que as aulas vão ocorrer em meia carga, ou seja, os alunos serão liberados mais cedo.
O Governo do Estado ainda não se manifestou.
Confira outros casos:
Isepam: alunos continuam sem aulas, e pais vão ao MP
Situação precária: professores param e alunos são dispensados