17/02/2016 09h44 | Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas



Depois de alunos do Isepam ficarem sem aulas, agora é a vez de centenas de alunos também serem dispensados no Liceu de Humanidade de Campos. Professores da instituição realizaram na manhã desta quarta-feira (17) uma paralisação devido a falta de segurança e as aulas foram suspensas. Eles alegam que a escola enfrenta inúmeros problemas, sobretudo falta de segurança e salas de aula em péssimas condições. Em contato telefônico na tarde desta quarta com o Sindicato dos Profissionais da Educação(Sepe), a assessora de direção, Débora, informou que os professores estão agindo por conta própria, que até o momento, não foi deliberada nenhuma paralisação.
Segundo o professor de Geografia, Rafael Moreira Neves, não há condições para realização de aulas, pois não há porteiros, nem inspetores na instituição. Uma ex-funcionária estaria auxiliando na organização dentro da escola. “Inspetores são fundamentais para a escola. São quase três mil alunos e apenas um inspetor. Não tem condição”, relatou Rafael.
Rafael destacou que a falta do porteiro gera insegurança ao alunos e professores e lembrou o caso ocorrido em uma escola de Realengo/Rio de Janeiro, onde um atirador invadiu uma escola e matou onze estudantes no ano de 2011.
Ainda de acordo com o professor, um projeto (PROEIS – Programa Estadual de Integração na Segurança) daria suporte na segurança, mas não aconteceu.
Vinícius Coelho, também professor de Geografia, disse que a climatização nas salas de aula não é das melhores. O ar condicionado de algumas salas não recebe manutenção e, consequentemente, nenhum deles funciona. Em algumas salas os ventiladores estão sem a grade de proteção. “Não há um bom rendimento de uma aula se uma sala não tiver boa climatização. Na parte do prédio que fica na posição do sol poente, é impossível dar aula, ” disse o professor.
Vinícius também citou o problema da falta de carteiras nas salas. Segundo ele, na turma em que dá aula, a sala atende apenas 26 alunos, mas, além desses, mais quinze estudantes estavam dentro da sala sem lugar para sentar.
Macos Antônio Tavares, também professor, disse que a categoria pretende entrar em greve e que nesta quinta-feira (18) haverá uma assembleia no Sindicato dos Profissionais da Educação(Sepe). Ele frisa o problema do pagamento do Estado. Os salários foram divididos em duas parcelas e o 13º divido em cinco parcelas.”O que nos segura aqui ainda é o amor à nossa profissão, mas amor não paga conta. Essa mobilização está acontecendo aqui no Liceu e eu acredito que vai ocorrer em escolas. Com a escola sucateada, não há condições. Nós perdemos completamente a dignidade. Essa paralisação vai ser o início de uma grande greve”, finalizou Marcos Antônio.
Em contato com a vice-diretora da Escola Estadual José do Patrocínio, no Parque Leopoldina, foi informado a situação de precariedade na escola também é visível, mas os professores da instituição ainda não se posicionaram em relação à uma possível paralisação.
Confira a situação na Rede Estadual de Ensino em Campos:
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