Porta-voz da PM do Rio diz que policiais vivem “contexto caótico e grave”

O porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, major Ivan Blaz, disse ao comentar o vídeo em que dois agentes aparecem executando dois homens no bairro de Fazenda Botafogo, na zona norte da cidade, que os policiais vivem “um contexto caótico” e “grave”.

– Hoje, realmente o que é exigido do policial nesse contexto caótico que nós estamos vivendo é algo muito complexo. Sim, temos que rever protocolos, coibir ações mal elaboradas mais, acima de tudo, o contexto hoje é muito grave – avaliou Blaz, em entrevista à Rede Globo, divulgada pela corporação.

No vídeo, dois homens aparecem caídos, aparentemente feridos e, ao lado de um deles, há um fuzil. Na cena aparecem dois policiais com fuzis na mão. Um deles pega o fuzil que está no chão, coloca atravessado no ombro e, em seguida, usando o fuzil da corporação atira à queima-roupa no primeiro homem, que está deitado. O outro policial passa a frente e faz o mesmo com o outro, que também está deitado no chão. Os dois morrem na hora.

De acordo com o comandante da PM, os policiais vivem uma situação em que devem ser, ao mesmo tempo, “garantidor de direitos humanos e guerreiros”. O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Militar. A cena foi gravada próximo à Escola Municipal Daniel Piza, onde a estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, foi  morta a tiros.

Protesto – A organização não-governamental (ONG) Rio de Paz fez manifestação na porta da Escola Municipal Daniel Piza para denunciar a morte da adolescente. Segundo o coordenador da ONG, Antonio Carlos Costa, forão colocadas no muro da escola fotos de 33 crianças e adolescentes de até 14 anos vítimas de balas perdidas mortas de janeiro de 2007 até agora. Junto a foto das crianças serão colocadas flores. O enterro de Maria Eduarda será hoje (1º) no cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada Fluminense, em horário a ser definido pela família.