O perfil dinâmico de Frederico Paes, candidato a vice de Wladimir

A definição de um bom candidato a vice-prefeito passa pela soma de vários fatores que o credenciam a escolha. No caso do engenheiro agrônomo Frederico Paes (MDB), que compõe a chapa com Wladimir Garotinho (PSD), pesou decisivamente a imagem de seriedade de bom gestor que marca sua trajetória à frente da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), criada por ele e outros poucos produtores. À época, Campos contava com seis usinas, e os industriais não viam com bons olhos uma usina nas mãos de uma cooperativa de plantadores de cana. “À época, em 2002, antes de estarmos instalados na antiga Usina São José, em Goitacazes, eram apenas 57 cooperados, hoje são cerca de 10 mil”, resume Frederico. Moral da história, passados 18 anos, a Coagro hoje passou a ser modelo de cooperativa bem sucedida no Estado do Rio de Janeiro, empregando cerca de 3 mil trabalhadores na indústria e no campo. Ele também  preside o Sindicato dos Estabelecimentos Hospitalares e Clínicas de Campos e o Hospital dos Plantadores de Cana (HPC), instituições das quais teve que se licenciar por ser candidato. O engenheiro Frederico Paes, 51 anos, que é filho de um ex-vereador e uma professora, é o segundo entrevistado da rodada que Campos 24 Horas faz com os candidatos a vice-prefeito. (leia abaixo)

Frederico já tem um histórico familiar na política. Seu pai, Francisco Paes Filho, foi vereador por 12 anos. Sua mãe, a professora Maria Francisca Paes Rangel, foi secretária municipal de Educação. Ambos já são falecidos. “A política já está na veia. Mas entendo que posso contribuir para a nossa cidade e de certa forma ter como devolver o que Campos me deu a esta altura, com três filhas e dois netos e tudo que consegui”, afirmou. (leia mais abaixo)

O executivo começou bem cedo sua trajetória, como presidente da Asflucan (Associação Fluminense dos Plantadores de Cana). “Na época fui o presidente de associação de produtores mais novo do Brasil”, lembra Frederico. (leia mais abaixo)

Em 2011, assumiu a presidência do Hospital dos Plantadores de Cana (HPC) numa situação caótica. Ele conta que introduziu reformas e métodos de gestão, transformando a unidade na maior maternidade do interior do Estado. “Todos meses fazemos de 350 a 400 partos. Hoje temos orgulho em atender esta população com dignidade. Só não estamos bem porque a prefeitura nos deve R$ 18 milhões por serviços que prestamos e nos leva ao atraso de seis meses de salários dos nossos funcionários”, critica. 

FREDERICO TEM PLANOS PARA CAMPOS
Caso seja eleito vice-prefeito na chapa com Wladimir, Frederico Paes afirma que tem planos para o setor que representa. “Agricultura precisa de muito mais recursos, não há dúvida. De um projeto não apenas de governo, mas um projeto de fomento duradouro para o município. O Centro Oeste, São Paulo, Minas e Paraná são estados fortes e pujantes porque tem uma agricultura forte”, frisou. (leia mais abaixo)

Federico Paes também defende que o município de Campos tenha um escritório em Brasília para defender os interesses do município e atrair investimentos. “Há recursos para investir na agricultura, inclusive até do Banco Mundial, mas precisamos de projetos bem elaborados, sólidos e consistentes”, destacou. 

SITUAÇÃO DA COAGRO
Indagado pelo Campos 24 Horas a respeito da Coagro ser bem sucedida, ele afirma:  “O que fez a Coagro ser bem sucedida foi o fato de termos implantado um modelo moderno de gestão, diferente da administração familiar, tradicional, até mesmo feudal, que caracterizava a gestão das nossas usinas. Montamos uma administração profissional, tanto na indústria, como no campo e na administração executiva, com pessoas altamente capacitadas em cada setor. Ninguém faz nada sozinho, eu tive essa capacidade, esse dom que Deus me deu em identificar as pessoas certas para os lugares certos — afirmou Frederico. (leia mais abaixo)

Em 2015, a cooperativa cresceu e se transferiu para a Usina Sapucaia. “A Usina São José tornou-se pequena, diante da nossa necessidade de moagem. Havia também maiores dificuldades de logística e problemas ambientais por estarmos localizados uma área urbana. Goitacazes tem hoje o perfil urbano de uma cidade. Houve o que chama de incômodo de vizinhança. Tentamos mitigar ao máximo, mas era impossível. A nossa capacidade de crescer estava sendo maior do que o espaço que tínhamos”, admitiu.   

Frederico Paes lembra que a Usina Sapucaia havia sido à época arrematada num leilão judicial pelo empresário Renato Abreu, presidente do Grupo MPE.  “Renato é de São Fidélis, sempre teve esta vontade de investir na região. Mas no MPE não havia gente com este perfil para gerir uma usina. Neste período de cinco anos, investimos cerca de R$ 50 milhões na indústria e na lavoura, depois também com o arrendamento de terras do Grupo Othon, e agora tendo ainda como parceira a Usina Paraíso, onde há a previsão de reativação da indústria com uma moagem de testes em 2021, para começarmos uma moagem efetiva em 2022. A estimativa é de que sejam criados em torno de 2.500 empregos no campo e na usina em Tocos”. (leia mais abaixo)

A modernização da Coagro passa pela mecanização na colheita de cana, no caminho da eliminação da queimada da palha da matéria-prima, processo que tem sido ampliado continuamente pela cooperativa. “Já investimos R$ 35 milhões em nove colhedoras e 40 transbordo, além de caminhões de grande porte. Estamos avançando significativamente a cada ano,  mas já fizemos uma virada histórica neste processo”, enfatiza.