sexta-feira, 11 de julho de 2014 – Foto: Secom

O Programa Regional de Transplante de Órgãos das Regiões Norte e Noroeste Fluminense (NF/Transplantes) vem atuando em Campos e região como Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNDCO). É pioneiro nas ações e procedimentos pró-transplantes no interior do estado do Rio de Janeiro, junto à Central Estadual (Programa Rio Transplantes). O programa funciona, estrategicamente, no Hospital Ferreira Machado e está ligado à Direção de Programas Especiais e Saúde da Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo o coordenador do NF Transplantes, médico nefrologista Luiz Eduardo Castro, o órgão é uma Unidade Executiva do Sistema Nacional dos Transplantes (SNT) e atua como um braço técnico e administrativo do Programa Rio Transplantes no que se refere à coordenação das atividades de transplantes de órgãos, no âmbito do município e cidades vizinhas.
O NF também promove, organiza e participa de campanhas de informação pública quanto à doação e transplante de órgãos e tecidos, atuando ininterruptamente 24 horas por dia, inclusive feriados e finais de semana. Por ano, recebe uma média de 40 notificações de morte encefálica, entretanto, com apenas 17% de autorizações do total de notificações.
– De 1992 até o primeiro trimestre deste ano, foram feitas apenas 281 captações de órgãos, de 100 pessoas, sendo 66 homens e 34 mulheres, entre córnea, fígado, rins, coração e pâncreas. Nem todas as pessoas estão conscientes, ainda, mesmo com todas as campanhas, sobre a importância de autorizar o transplante e ajudar a salvar outras vidas. E nós seguimos orientando – explicou o coordenador.
Ele lembrou que, no Brasil, há mais de 27 mil pessoas aguardando por um transplante. Essas vidas dependem da autorização da família do paciente com morte encefálica comprovada, para liberar a doação. No país, o Sistema Único de Saúde (SUS) financia mais de 95% dos transplantes realizados e também subsidia os medicamentos para todos os pacientes. “É uma das maiores políticas públicas de transplantes de órgãos do mundo, embora ainda não tenhamos conseguido atingir a meta de doação, que é de 10 doadores por milhão de população”, disse.