O ex-participante do “Big Brother Brasil 20” Felipe Prior voltou a reafirmar sua inocência, através do seu corpo de advogados, depois que tomou conhecimento de uma nova denúncia de estupro contra ele. A informação veio à tona na tarde desta quarta-feira (15), quando a advogada Maira Pinheiro, uma das representantes das três mulheres que acusam Prior de estupro e tentativa de estupro, afirmou que uma quarta mulher a procurou para relatar que também foi estuprada pelo arquiteto no ano de 2015. (LEIA MAIS ABAIXO)
“Felipe Prior, por meio de sua assessoria jurídica, reafirma sua inocência e declara que aguardará a prestação das informações do inquérito a ser realizada pela autoridade policial nos autos do habeas corpus (trancamento do inquérito policial)”, informou a nota assinada pelos advogados do arquiteto, Carolina Tieppo Pugliese Ribeiro, Rafael Tieppo Pugliese Ribeiro e Celly F. de Mesquita Prior.
Segundo a advogada das mulheres que se dizem vítimas do arquiteto, a informação da nova vítima ainda será incluída no inquérito que está sendo investigado pela Delegacia da Defesa da Mulher de São Paulo (1ªDDM):
— Assim que o caso ganhou publicidade, nosso escritório foi procurado por uma mulher que nos relatou também ter sido vítima de crime sexual, ou seja estupro, por parte do Felipe Prior. O caso aconteceu em 2015. Nós vamos apresentar esta nova denúncia ainda esta semana à Polícia Civil. Mas, por enquanto, não vamos dar informações (sobre idade, profissão…) à imprensa que possam identificar essa vítima.
A delegada Maria Valéria Pereira Novaes de Paula Santos, titular da 1ªDDM, disse que as três três mulheres que acusam Prior de estupro e tentativa já foram ouvidas. Agora, a investigação está na fase de ouvir as testemunhas:
— O inquérito foi instaurado, as vítimas foram ouvidas, as testemunhas estão prestando seus depoimentos, iremos ouvir o senhor Felipe após o término da oitiva das testemunhas. Nosso trabalho está sendo feito dentro da legalidade e não há interesse em atropelar o andamento normal do procedimento investigatório.
Habeas corpus negado
Nesta terça-feira (14), Felipe Prior teve um pedido de habeas corpus indeferido pela Justiça de São Paulo. A ação foi feita pela defesa do arquiteto como forma de extinguir denúncias de estupro e tentativa registradas contra ele depois de sua saída da casa do “Big Brother Brasil 20”. O documento também tinha objetivo de impedir uma possível prisão de Prior.
Segundo a assessoria jurídica do arquiteto, o pedido de habeas corpus foi feito na quarta-feira passada, dia 8. Esse dispositivo jurídico, previsto da Constituição de 1988, pode ser acionado sempre que alguém se sentir ameaçado de sofrer violência, ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.
Em nota a defesa de Prior comentou:
“Na data de ontem, (14) foi proferida decisão de lavra da Excelentíssima Magistrada Carla Santos Balestreri que indeferiu a liminar requerida. A magistrada solicitou informações à autoridade policial (delegada de polícia titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo, Capital) sobre o inquérito policial instaurado, que Felipe Prior, ainda, não tomou conhecimento formal, para posteriormente conceder vistas ao Ministério Público e ao término desses atos, julgar o mérito do Habeas Corpus impetrado no dia 8 de abril deste ano. A defesa de Felipe Prior aguardará a prestação das informações a ser realizada pela autoridade policial”.
Entenda o caso:
Em 2014, uma mulher, chamada de Themis pela reportagem da Marie Claire, conta que ela e uma amiga aceitaram uma carona de Prior ao sair de um jogo do Interfau, jogos universitários de Arquitetura. Após deixar a outra menina em casa, o ex-BBB teria parado o carro na rua e a estuprado. Segundo o relato, ela chegou a ir ao hospital após o ato e um ano após o ocorrido passou a ter crises de pânico, precisando de apoio para ir e voltar do trabalho.
Outra estudante, chamada na reportagem de Freya, acusa o ex-brother de tentar estuprá-la em 2016, também nos jogos universitários. Prior teria aproveitado seu estado de embriaguez e, dentro de sua barraca, tentou forçar um ato sexual mesmo sem preservativo.
A terceira mulher que acusa o paulista afirma que foi estuprada em 2018. O ato teria acontecido na mesma situação dos outros dois, no Interfau. Inicialmente, Ísis conta que iniciou relações sexuais de maneira consentida, mas o ex-BBB passou a agir de maneira agressiva e não parou quando ela pediu. Duas testemunhas sustentam a versão da jovem.
Após os casos, a comissão da Interfau baniu o arquiteto dos jogos. Apesar das acusações, nenhuma das mulheres prestou queixa contra Prior na época. As advogadas Maira Pinheiro e Juliana de Almeida Valente representam as três acusantes, que se uniram para formar a denúncia.
As advogadas entraram com um pedido de medidas cautelares para que Felipe fosse proibido de manter contato com as vítimas. A solicitação foi acolhida pela Promotoria de Justiça do Estado de São Paulo e aguarda julgamento. Segundo a reportagem, como os crimes aconteceram em três cidades diferentes, a investigação poderá ser realizada por um grupo do Ministério Público ou se desdobrar em até três inquéritos diferentes.
Prior se defendeu em vídeo:
“Estou muito chateado mesmo. Desconheço todos os fatos apresentados. Nunca cometi nenhuma violência sexual contra ninguém. Sou inocente. O que me deixa mais chateado é saber que depois que entrei na casa, apresentaram denúncias pesadas contra mim. Meus advogados estão tomando todas as providências. Quero dizer ao público que todo carinho que estão me passando está me deixando mais forte. Isso é importante pra mim”.
Fonte: Extra