Postado por Fabiano Venancio - O estado do Rio pode ter duas eleições de governador este ano. Uma já está definida: acontece no primeiro domingo de outubro junto com a de presidente, deputado estadual e federal e senador. Já a outra vai depender de fatores políticos e do julgamento do Escândalo do Ceperj (aqui) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode resultar na cassação do mandato do governador Cláudio Castro (PL) e do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil). O Campos 24 Horas mostra o que pode acontecer de acordo com o desfecho do julgamento no TSE e o que diz a Constituição Estadual, que prevê eleição indireta em caso de vacância dos cargos de governador e vice nos dois últimos anos do mandato. Nesse caso, a Alerj fará uma eleição indireta, ou seja, os deputados escolhem quem vai sentar na cadeira de governador até o final do ano. O Campos 24 Horas ainda mostra os prováveis candidatos a governador e a estratégia da direita, como o deputado Douglas Ruas (PL), o ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, bolsonarista declarado, o prefeito de Belfort Roxo, Márcio Canella, e o prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli (PL), que podem disputar a eleição contra o favorito Eduardo Paes (PSD). A matéria, abaixo, mostra também como a eleição de governador do Rio é vital para o bolsonarismo no Sudeste.
Bacellar seria o primeiro da linha sucessória para assumir o cargo de governador, visto que o vice-governador Thiago Pampolha(MDB) renunciou e assumiu uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TSE). Todavia, o envolvimento do deputado no caso TH Jóias (aqui), gerou uma situação complicada, com o afastamento da presidência da Alerj determinado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. (Leia mais abaixo)
Com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), liderando com folga as pesquisas de intenção de voto para eleição de governador, mas com máquina estadual em seu desfavor, a direita do estado do Rio já fez os cálculos, tendo como foco o governo-tampão. Vale lembrar que, mesmo se não for cassado, o governador Cláudio Castro já anunciou que pode deixar o cargo em abril para se candidatar ao Senado.
"É a partir desta eleição indireta que o jogo começa de verdade. Este governador escolhido pela Alerj não será apenas um nome provisório, mas o responsável por controlar a máquina, nomear quem vai ocupar cargos estratégicos de importância capital para as eleições, organizar alianças e definir quem entra forte em 2026. Será um mandato curto, mas altamente político, por isso bastante disputado", avalia o analista político Ricardo Leite Costa. (Leia mais abaixo)
Dentro deste contexto, surgem nomes bastante cotados como Douglas Ruas (PL), deputado estadual e atual secretário de Cidades.
Com base política em São Gonçalo, filho do prefeito Capitão Nelson (PL), Douglas expressa um foco na renovação da direita. "Ele é jovem, bem articulado, ainda pouco conhecido fora do meio político, mas é um nome em ascensão", frisa Ricardo. (Leia mais abaixo)
Dentro do PL ainda despontam nomes como o ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, bolsonarista declarado, além do prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli (PL), com forte articulação regional e peso na Alerj, onde seu irmão Guilherme Delaroli (PL) preside a Casa.
Correndo por fora, o prefeito de Belfort Roxo, Márcio Canella (União Brasil), que conta com alta aprovação local, discurso forte na segurança pública e trânsito forte em Brasília, sobretudo junto a deputados do chamado Centrão. (Leia mais abaixo)
Canella tem como trunfo a possibilidade de alianças na Baixada Fluminense, com nomes de forte peso na região, como o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB) que tem dificuldades de se tornar e lá elegível em razão de condenações judiciais.
O secretário de Polícia Civil Felipe Curitiba também aparece na cotação, principalmente após a operação no Complexo da Penha. (Leia mais abaixo)
Por trás disso tudo, está o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Sem um palanque forte no próprio estado, sua candidatura nacional perde tração.
Assim sendo, o governo-tampão, portanto, não é detalhe. "É peça central na estratégia do bolsonarismo no sudeste. A eleição indireta não define 2026, mas quem entra no jogo com vantagem. (Leia mais abaixo)
A questão decisiva é quem vai conseguir transformar um mandato-tampão num projeto político consistente.