Reportagem especial/Fazenda da soja em Campos: soja recupera solo de canavial

VIDEO – Técnico agrícola fala ao Campos 24 Horas sobre safra de soja, solo e produtividade


  • 25/06/2023, 10h12, Foto: Campos 24 Horas.

(Vídeo da entrevista acima) - Postado por Fabiano Venanio - A soja pede passagem no cenário da agricultura campista, antes ocupada basicamente pela monocultura da cana-de-açúcar. Esta é a segunda reportagem especial realizada pelo site Campos 24 Horas na localidade de Santa Cruz ( a primeira Aqui), onde estão as terras no local onde funcionou a antiga indústria açucareira controlada pela família Pretyman, e já foram colhidas nos últimos dois anos 600 toneladas de soja e milho. No entanto, a soja não veio para destronar a cana-de-açúcar, ainda o principal motor da economia local, como explicou o técnico agrícola José Ricardo Fully à reportagem do Campos 24 Horas. José Ricardo pondera que a convivência entre a tradicional e a emergente cultura só tende a agregar valor, como uma melhor qualidade do solo e maior produtividade ao setor canavieiro.

“Além de enriquecer o solo, ela (a soja) te dá um lucro e vai permitir a gente fazer uma safrinha ou um melhor ganho no próximo plantio de cana. O objetivo é plantar a soja enriquecendo o solo, ganhando um dinheiro com a exportação desta soja no verão e depois fazer o plantio da cana-de-açúcar em março com uma produtividade melhor”, explicou. (Leia mais abaixo)

O técnico destacou também a boa estrutura montada para a produção inicial “Já estamos no segundo ano plantio de soja este ano triplicamos a produção 600 toneladas de grãos. Aqui temos hoje inicialmente dois silos, com capacidade para 24 mil sacas de soja, 1,4 milhão kg, mas esse silo hoje já é pequeno para nossa produção, que já tem uma base de crescimento. De acordo com a produtividade, vamos ampliar os silos”.

O sistema de colheita e processamento é totalmente mecanizado dentro das melhores práticas, frisa Fuly. “Todo feito com planejamento e automação, onde a semente e o adubo caem na medida exata. Não há perda, nem sobra. O futuro do mundo é esse”.  

O profissional reforça que não haverá redução de produção da lavoura canavieira. “De forma alguma, as duas culturas podem conviver sem problemas. A cana- de-açúcar está no nosso sangue. O objetivo aqui é fazer uma rotação de cultura e melhorar nosso solo para que gente tenha produtividade maior na cana”, acrescentou.

Fuly acrescenta ainda que a estrutura de secagem e a pré-limpeza tem uma capacidade muito maior do que o silo instalado.

“Hoje a gente pode até receber outras pessoas que queiram plantar soja e podem ser beneficiadas por nosso silo. Não pode se armazenar tudo, mas podemos beneficiar, limpar, secar e levar para o seu armazém ou direto para a exportação. Estamos dando o passo inicial e que muitos façam o mesmo”. (Leia mais abaixo)

A produção de soja campista já ganhou o mundo. Do porto de Santos já foi embarcada a produção inicial para a China, mas este ano um navio carregado de grãos vai zarpar do Porto de Açu para o país asiático. “A China é um país enorme e precisa muito da soja de todo mundo, principalmente a brasileira. O Brasil é o segundo maior produtor do mundo em commodity”, lembrou.

“A proximidade do Porto do Açu é uma vantagem para nós porque está aqui às nossas portas, com um custo de transporte muito menor. Este ano já estará saindo um navio com soja daqui. O porto é um grande avanço para região  



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