O presidente da 12ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Campos, Cristiano Miller, afirmou que não irá rebater os pontos da nota de repúdio (Aqui) divulgada pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro sobre a prisão em flagrante do advogado P.C.S.E. no último domingo (22). Miller, no entanto, afirma ter não ter sido procurado para um diálogo sobre o caso e diz ainda que a OAB vai 'até o fim'.
— Eles fizeram a nota com base no que eu disse. Não tenho nada mais a declarar, tudo que eu tenho a dizer está no vídeo que gravei. Não tenho interesse em debater com o sindicato. Meu interesse é apenas defender a advocacia a partir do momento em que entender que houve abusos e violações como considerei neste caso. E vou até o fim, não eu propriamente, mas a instituição. Até porque eles sequer me procuraram para o diálogo, ao contrário do que fizeram em outras oportunidades — afirmou Cristiano. (Leia mais abaixo)
O presidente da OAB local se manifestou contra a prisão, classificando de “arbitrária”, além de citar que o advogado foi colocado numa cela comum, o que fere seus direitos. Ele também criticou o fato de policiais terem entrado no escritório do advogado para apreensão de armas, ferindo a inviolabilidade como profissional do direito em seu local de trabalho.
O advogado preso é acusado de ter disparado tiros de revólver em sua residência na Rua Barão de Miracema, próximo a 134ª Delegacia Policial, na noite do último domingo (22), para assustar cães que estariam a lhe incomodar com seus latidos. Após passar uma noite na Casa de Custódia, ele foi coloca em liberdade após decisão judicial nesta terça-feira (24)
A polícia afirma que não houve caracterização da inviolabilidade, uma vez que o mandado de busca e apreensão não estava relacionado à atividade profissional do advogado.
O advogado foi acusado de tentar interferir nos depoimentos do policial militar Cláudio Santos Amorim, dizendo o que ele devia ou não devia dizer, quando foi advertido pelo policial civil Thiago do Nascimento, ocasião em que teria desacatado o policial civil, dizendo que “tinha 40 anos de advocacia e que o policial não era ninguém".