Postado por Fabiano Venancio - A nova configuração da Câmara Municipal mostra mudanças no cenário político de Campos para a eleição do próximo ano, com destaque para a saída de três vereadores considerados fortes eleitoralmente do grupo do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), e que tomam outro rumo. Desta forma, a bancada governista fica com 19 vereadores, a oposição com quatro, sendo apenas um do grupo Bacelar, além de um vereador do grupo do deputado Thiago Rangel (PMB). Esse novo cenário mostra que o grupo Bacellar, que recentemente acumulou forças e elegeu o presidente da Câmara, chega enfraquecido em 2026 e com indefinição da candidatura a governador de Rodrigo. Com essas mudanças no tabuleiro político, a projeção é de que Campos terá uma disputa eleitoral ainda mais acirrada, com novas pré-candidaturas consideradas fortes eleitoralmente tanto para deputado estadual quanto para federal, conforme mostra esta matéria do Campos 24 Horas.
Fundamental para a vitória de Marquinho Bacellar para a presidência da Câmara, o vereador Maicon Cruz (PSD) decidiu por carreira solo ao anunciar sua pré-candidatura a deputado estadual (veja Aqui) e se aproximar do grupo liderado pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT). (Leia mais abaixo)
Maicon está de malas prontas para se filiar ao PV e deverá fazer uma dobradinha com Diego Zeidan, que aspira uma cadeira de deputado federal, filho de Quaquá e da deputada estadual Zeidan, ex-vice prefeito de Maricá e hoje secretário de Habitação da cidade do Rio de Janeiro.
Outros que integravam o grupo Bacellar e que vão acompanhar Maicon em seu projeto político são os vereadores Rogério Matoso (SD) e Dandinho de Rio Preto (União Brasil). O ex-vereador Bruno Vianna (PSD), um que também participou decisivamente da eleição de Marquinho Bacellar, irmão de Rodrigo, à presidência da Câmara, também aderiu a Maicon Cruz.
Os vereadores Luciano Riolu e Marquinho do Transporte, (ambos no PDT), além de Abdu Neme (PL), Anderson de Mattos (Republicanos) e Nildo Cardoso (PL) também deixaram o grupo Bacellar e atualmente são da bancada do governo Wladimir na Câmara.
Mesmo tendo perdido lideranças importantes, a expectativa é de que o grupo Bacellar lance as candidaturas de Marquinho Bacellar para deputado estadual e da delegada Madeleine Farias (União) para federal no ano que vem em Campos.
Candidatura é dúvida - Até hoje não se tem confirmação se Rodrigo Bacellar será mesmo candidato ao Palácio Guanabara em razão do estremecimento de sua relação com o governador Cláudio Castro (PL). (Leia mais abaixo)
Se não for escolhido até abril, quando o governador prometeu se afastar do cargo para concorrer ao Senado e permitir a Bacellar ocupar o governo estadual até a eleição, restaria ao atual presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) disputar a reeleição ou optar por uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Leia também: CAMPOS E REGIÃO TÊM 25 PRÉ-CANDIDATOS A DEPUTADO PARA A ELEIÇÃO DE 2026