Como explicar o Caso Letycia, crime que chocou os campistas? A motivação está clara? Qual era a rotina e o perfil psicológico do professor acusado de mandante da morte? O Campos 24 Horas mostra, nesta matéria especial, os motivos que levavam a Polícia a apontar o professor de química do Instituto Federal Fluminense (IFF) e empresário Diogo Viola Nadai como mandante da morte de sua companheira Letycia Peixoto, de 31 anos, e do bebê dela registrado como Hugo, crime ocorrido no último dia 2, além da forma que ele tratava a vítima. A delegada do caso, Natália Patrão, no pedido de prisão temporária feito à Justiça, se mostra convencida de que o professor mantinha há oito anos dois relacionamentos amorosos, e resolveu optar por um deles, por isso teria mandado matar Letycia. Um dos relacionamentos era com Érica, também professora do IFF, a mulher com a qual era casado, e outro com a engenheira Letycia, com quem tinha uma convivência. (leia abaixo)
Érica, no entanto, nega que ainda se relacionava com o Diogo. Contudo, mensagens descobertas pela polícia mostram o contrário. Nesta matéria especial, o site mostra também o que Diogo fez para esconder a mulher casada e sua rotina na relação paralela que mantinha com Letycia. Publicamos ainda entrevista com a mãe da vítima, Cintia Fonseca (vídeo abaixo). Leia mais abaixo (Leia mais abaixo)
A mãe de Letycia revela ao Campos 24 Horas que Diogo se ausentava com frequência por vários dias, sob a justificativa de que fazia viagens internacionais. Para a mãe, o professor já exibia, nos dias que antecederam o crime, sinais de quem planejava algo. E a mãe vai além: Diogo falou sobre o filho de forma estranha no dia crime. O professor, por sua vez, nega a acusação (Aqui) e seus advogados informaram ao Campos 24 Horas que já entraram com pedido judicial para colocá-lo em liberdade. (Leia abaixo)
Diante da envergadura da investigação e do horror da situação (a suspeita de um pai tão indiferente à vida do próprio filho para cometer um ato de violência tão terrível e ainda almoçar com a companheira grávida horas antes do crime), o promotor Fabiano Rangel Moreira, do Ministério Público Estadual (MPRJ), enviou o aparelho de celular do professor para análise num setor do órgão que conta com alta tecnologia, a fim de obter dados das mensagens e ligações feitas por ele nos últimos meses.
DUAS MULHERES POR 8 ANOS - Ao solicitar prisão temporária para o professor, a delegada Natália Patrão, conforme matéria publicada pelo O Globo, afirma que “com a aproximação do nascimento do filho de Letycia com Diogo, “chegou um momento crucial” para que o professor decidisse o que fazer. De acordo com a delegada, Diogo decidiu matar uma das duas mulheres e optou por Letycia, “eliminando o seu grande problema”.
A versão apresentada por Diogo e Érica de que estavam separados há três anos está sendo apurada. Eles afirmaram que não estavam mais juntos, no que pese a separação não ter sido oficializada. Entretanto, a polícia descobriu troca de mensagens entre os dois, evidenciando um relacionamento amoroso. Diogo e Érica se tratavam como “amor”. Érica ainda cobrava a Diogo quando ele iria para casa, demonstrando que ainda moravam juntos. O casal é natural do Espírito Santo, mas radicado em Campos.
LETYCIA QUERIA CONHECER A FAMÍLIA DE DIOGO – Apesar dos oito anos de relacionamento, Letycia não conhecia a família do companheiro. Segundo a mãe de Letycia, o professor sempre dizia que os pais estavam doentes. Letycia chegou a estabelecer a data de nascimento do filho como último prazo para conhecer a família dele. (Leia mais abaixo)
QUATRO PRESOS - Quatro estão presos por participação no crime. Os dois apontados como executores de Letycia foram os primeiros presos. Um deles, o condutor da moto usada no dia do crime, confessou que foi contratado por R$ 5 mil. Os outros são o dono da moto, o intermediário e o professor: LEIA AQUI
O CRIME - Letycia estava em seu carro com a mãe, em frente à casa de uma amiga, numa rua do Parque Aurora, quando dois homens numa moto se aproximaram e um deles dispararam contra ela, que chegou a ser atendida num hospital, mas não resistiu.
Cíntia, mãe de Letycia, em desespero correu atrás da moto para alcançar o assassino, recebeu um tiro na perna. Os dois homens que estavam na moto estão presos, assim como o intermediário da morte e o dono da moto usada no crime. (Vídeo da entrevista com a mãe de Letícia abaixo:)