As investigações do assassinato da grávida Letycia Peixoto Fonseca, de 31 anos, podem confirmar a qualquer momento que o companheiro dela, o professor universitário e empresário Diogo Viola de Nadai, de 40 anos, teria contratado os executores por R$ 5 mil. A informação foi confirmada por fontes do Campos 24 Horas, que revelam o depoimento prestado pelo piloto da moto usada para cometer assassinato. O vídeo do depoimento do condutor da moto, Dayson dos Santos Nascimento, também foi divulgado pelo site Extra. Ele admite que o assassinato poderia ter ocorrido na véspera, mas a corrente da moto arrebentou. Dayson ainda confessa que foi contratado para pilotar a moto para participar de um assalto, ficando surpreso quando o menor que estava na garupa deu os tiros em Letycia.
A partir dessa informação, a polícia localizou os outros acusados, inclusive o mandante do crime, que era o companheiro da vítima. O crime ocorreu no dia 2 de março, próximo à casa da vítima, no Parque Aurora, em Campos. Letycia foi executada por dois homens, que efetuaram pelo menos cinco disparos de arma de fogo. Na ocasião do crime, a mãe dela, que estava fora do veículo, ainda tentou segurar o atirador e foi baleada na perna. As duas foram socorridas e encaminhadas para um hospital da região, mas Letycia não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade. O bebê também não sobreviveu. (AQUI). Grávida seria morta um dia antes, mas corrente da moto arrebentou: Durante depoimento, Dayson dos Santos Nascimento, admitiu à Polícia Civil ter pilotado moto usada para matar a tiros a grávida Letycia. Contando ainda que o crime aconteceria um dia antes, na quarta-feira, dia 1º. No entanto, problemas com a corrente do veículo fizeram com que a "fita" — gíria usada por ele para definir o serviço para o qual foi contratado — fosse adiada. Em vídeo anexado ao inquérito, o piloto admite que aguardava a chegada do carro da vítima, mas imaginou que seria um assalto, não um homicídio. Em depoimento prestado dois dias depois do crime, no último dia 4, na 134ª DP (Campos) Dayson conta que foi contratado por um homem identificado como Gabriel, de apelido Polar, que avisou que "um menino dele" passaria para buscá-lo na BR-101, na altura da Igreja Universal de Ururaí, em Campos. No dia 1º, um dia antes do crime, a corrente da moto soltou durante o deslocamento e o serviço precisou ser cancelado, segundo Dayson. Com o endereço e os dados do carro de Letycia, Dayson afirma ter pilotado até a rua onde o crime foi cometido, mas que teria ficado "desesperado", já que "não sabia que a 'fita' era matar a menina". — Ele (Gabriel) ligou para o menor, falou que já estava a caminho o que a gente ia fazer. Eu fui pilotando. A placa do carro ele já tinha dado tudo certinho, desde então eu estava pensando que a gente ia assaltar o carro. Nisso cheguei, parei do lado do carro, pensei que ele ia assaltar: nisso que eu parei, ele entrou atirando. Fiquei nervoso — contou Dayson em depoimento, quando também afirmou que o serviço foi feito por R$ 5 mil. Depois de receber o valor, entregue no mesmo dia do crime por um carro de aplicativo que Dayson não soube informar dados, o piloto da moto fugiu para a cidade de Macaé, a 100 quilômetros de Campos, por medo de reações do tráfico próximo de sua casa. Dayson decidiu se entregar após se arrepender, no último sábado. (Leia mais abaixo)
Veja quem são os envolvidos - Diogo Viola de Nadai é apontado pelo inquérito da Polícia Civil como possível autor intelectual e mandante do homicídio. Ele foi preso na última terça-feira (7) (AQUI).
- Dayson e Fabiano são apontados pela polícia como executores de Letycia. Dayson foi preso no último sábado (4). Ele era o condutor da moto e confessou o crime em depoimento (AQUI). Fabiano é o autor dos tiros que mataram Letycia.
- João Gabriel teria emprestado a motocicleta utilizada no crime.
- Gabriel Reis teria intermediado a contratação de Dayson e Fabiano por parte de Diogo.
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