Postado por Fabiano Venancio – O prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (de malas prontas para ingressar no PP), concedeu uma longa entrevista ao programa Jogo do Poder, conduzido pelo jornalista Ricardo Bruno, na Rede CNT, onde a política foi o principal item do cardápio. Wladimir falou das rusgas entre ele e o pai, o ex-governador Anthony Garotinho, problemas entre ambos já superados, assim como tratou da paz selada entre ele e o deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL). Sobre o deputado Thiago Rangel (Podemos), que afirmou no programa anterior que Wladimir apenas não atrapalhou sua eleição, o prefeito rechaçou. “Na verdade, eu o ajudei porque coloquei uma secretaria à sua disposição, liberei dois vereadores da minha base de apoio para sua campanha e compareci às suas reuniões”. O prefeito defendeu a candidatura de Bruno Dauaire à prefeitura de São João da Barra e afirmou ter encaminhado ofício ao deputado federal Caio Vianna (PSD) colocando-se à disposição do novo parlamentar “para parcerias em benefício da população”. Wladimir disse ainda que não pensa hoje em repetir a história dos seus pais ex-governadores. “Não penso nisso hoje. O governador Cláudio Castro deve tentar o Senado, o vice Thiago Pampolha deve ser candidato à sua sucessão. Hoje só penso na minha reeleição em 2024”. (Leia mais abaixo)
RUSGAS COM GAROTINHO – Tive problemas com meu pai, sim. O conflito se tornou público, mas foi superado. Ele entendeu minha posição. Tenho o meu estilo próprio e quis imprimir minha marca. Mantive uma conversa muito aberta e franca com ele. Falei: pai, você é um vencedor e construiu a sua história. Só que eu não quero que você seja responsável por meus acertos e nem pelos meus erros. Eu quero também construir minha história e preciso de você como conselheiro quando tiver minhas dúvidas e angústias. Vou absorver suas informações, e as que considerar que podem dar certo, vou usar. (Leia mais abaixo)
“MEU PAI É UM LÍDER” – São dois ex-governadores. Meu pai foi candidato a presidente da República teve nada menos que 16 milhões de votos, é um líder. Mas eu tinha que firmar minha posição como Wladimir, precisava mostrar que aprendi com eles o que é bom, mas também o que não deu certo. E a cidade de Campos entendeu. Talvez por isso tenha essa aprovação. (Leia mais abaixo)
O DILEMA DA MÃE – Foi tudo superado, e minha mãe (Rosinha) está muito feliz porque ela viveu um dilema. De um lado, o marido e líder político; do outro, o filho que está começando na política. E teve muita gente pensou: Wladimir vai assumir a prefeitura e entregar caneta nas mãos do pai. Foi exatamente o contrário. Absorvi o que considerei ser bom, corrigi o que entendi não ser. (Leia mais abaixo)
GOVERNO BEM AVALIADO- A aprovação a gente sente nas ruas, mas temos feito pesquisas para consumo interno e cheguei a divulgar uma do Instituto GPP que me colocou na casa dos 92 % de regular, bom e ótimo, com 8% de ruim e péssimo. Mas eu soube logo depois de uma pesquisa encomendada pelo governo do Estado onde temos resultados ainda melhores. Muita gente que considerava o governo regular já migrou para o bom e ótimo . (Leia mais abaixo)
COM CLAUDIO CASTRO – Minha relação com o governador Cláudio Castro nunca mudou. Mesmo depois das brigas com minha família, ele soube separar as coisas e é muito difícil… Como é que eu ia dizer que as brigas com minha irmã ou meu pai não eram combinadas para que eu não me metesse na briga? Mas ele soube entender e sempre foi muito correto comigo. (Leia mais abaixo)
VOTO EM BOLSONARO – A eleição última para presidente foi muito radicalizada dos dois lados. Tive que fazer uma escolha e decidi optar por Bolsonaro porque não podia ser ingrato e injusto depois das portas que ele abriu para que conseguíssemos trazer verbas federais para o município. Fiz aqui uma carreata no segundo turno, inclusive com a presença do Flavio Bolsonaro, mas essa página foi virada. Como prefeito eu converso com todas às correntes políticas, é meu dever como gestor dialogar com todos porque tenho por princípio ser um antirradical. Hoje não importa o número que o gestor apertou na urna. O espírito agora tem que ser colaborativo para o bem da população. (Leia mais abaixo)
NO GOVERNO LULA – Tenho dois facilitadores para abrir portas no governo. Um deles é André Ceciliano, um grande amigo. O segundo facilitador é que fui parlamentar e isso também me abre as portas porque vários deputados da minha época hoje são ministros como o André de Paula, que foi meu líder do PSD, a quem apresentei, em minha ida a Brasília, o projeto do terminal pesqueiro, no Farol de São Thomé. Ele ficou impressionado com a oportunidade. (Leia mais abaixo)
TERMINAL PESQUEIRO – Veja que acontece: Itajaí (SC) é o que é hoje pelo pescado retirado do nosso litoral. Num raio de 100 km, o pescador de maneira rudimentar extrai a sua pesca e faz o transbordo num navio cargueiro em alto mar que vai para o litoral de Santa Catarina, uma produção que poderia emitir nota fiscal aqui, gerando impostos no Estado e remunerar melhor o pescador. É um canal de 150 metros de largura e 15 quilômetros de extensão ligando o mar à Lagoa Feia A nossa capacidade produção é muito grande e a exportação também, porque ali a 20 km está o Porto do Açu. Levei também o deputado Áureo Ribeiro ao encontro com o ministro já articulando a captação de recursos. (Leia mais abaixo)
PONTE DA INTEGRAÇÃO – Eu acredito no governador Cláudio Castro, que disse que entrega da ponte será em dezembro deste ano. Mas o que me preocupa é que além da estrutura da ponte há ainda os acessos que precisam ser construídos. Já estão sendo licitados pelo DER-RJ, mas me preocupa. Não sei em que situação se encontra a obra, mas sem os acessos não há como a ponte ser utilizada. (Leia mais abaixo)
COM BACELLAR – Está tudo pacificado. Eu e Rodrigo Bacellar somos amigos de infância, mas em um dado momento ficamos distantes, houve essa rusga que entre nossas famílias e que envolveu pessoas que não deveriam ter sido envolvidas, mas estamos pacificados para o bem de Campos. Ele é representante de um poder, preside a Assembleia Legislativa, e precisamos trabalhar porque a população precisa de nós. (Leia mais abaixo)
BRUNO DAUAIRE – Bruno é meu amigo e irmão de muitos anos. Estudamos juntos na adolescência, e o engraçado é que à época nossos pais eram adversários. Depois eu e Bruno ajudamos a unir nossos pais que voltaram a ser aliados. Ele obteve uma votação recorde. O recorde anterior foi 42 mil votos ele fez quase 48 mil votos, e todos esperavam que o Bacellar fosse o mais votado em Campos pelo poderio dele no governo do estado, mas conseguimos uma votação extraordinária, o que mostra nosso governo bem avaliado. (Leia mais abaixo)
CANDIDATURA EM SJB – Eu já disse a Bruno que ele tem que ser candidato a prefeito de São João da Barra pra ganhar ou perder, mas marcar posição. Mas é uma decisão que cabe a ele. Lá é o seu domicílio eleitoral, fez 3.800 votos pra deputado na cidade, onde a ex-prefeita Carla Machado fez mais de 12 mil votos. Pro futuro político dele, aumentar a votação lá será importante. Mesmo se não vencer a eleição, se obtiver 12, 13 ou 14 mil votos, ele cresce no município em sua votação e pode se preparar para a próxima disputa com mais chances. (Leia mais abaixo)
THIAGO RANGEL – Eu ajudei eleger o deputado Thiago Rangel, ele até esteve aqui neste programa em entrevista dizendo que eu não o atrapalhei, mas na verdade eu o ajudei. Ele teve uma secretaria inteira no meu governo, liberei dois vereadores da minha base para apoiá-lo, além de ter comparecido a várias reuniões dele, que dizia na rua que era um candidato apoiado pelo governo, e o governo estando bem isso refletiu na campanha dele. Mas depois que ganhou decidiu seguir o caminho dele, dizendo que era independente e não se elegeu com meu apoio, e que eu apenas não o atrapalhei. Algumas pessoas ligadas a ele me procuraram para voltar a conversar. Não tenho nada contra porque política é feita de diálogo. Mas desejo todo sucesso do mundo a Thiago Rangel. (Leia mais abaixo)
CAIO VIANA – Assim que ele assumiu como deputado federal mandei um ofício para o seu gabinete, me colocando à disposição para parcerias em benefício do povo de Campos. Depois, por acaso estava em Brasília e nos encontramos no aeroporto, onde o cumprimentei, mantivemos uma conversa amistosa, dei a ele os parabéns, falei que Campos precisa dele em Brasília. Disse que ele vai precisar também mostrar serviço e que, embora como suplente talvez não tenha direito a emendas, pode ajudar numa articulação para despachar algumas coisas num ministério por lá, e espero contar com ele. (Leia mais abaixo)
FUTURO – Não penso nisso (ser governador), mas na minha reeleição no próximo ano. Preciso me reeleger bem, é um passo importante em minha carreira política. O futuro a Deus pertence, mas não estou me programando para 2026, e sim para 2024. O governador Cláudio Castro e o vice Thiago Pampolha são meus amigos, o projeto do Cláudio é ser senador, e o Thiago seria o candidato a seu sucessor natural. Quero é fazer parte de um grupo político que tem um projeto para o nosso Estado e que adiante vai definir os nomes. Se lá na frente meu nome for colocado por este grupo, a gente vai conversar, mas hoje não penso nisso.