A proposta de pacificação entre o governo e a bancada de oposição na Câmara Municipal de Campos parece comprometida. O coro dos descontentes foi puxado pelo presidente da Câmara, Marquinhos Bacellar (SD), que reclamou do não cumprimento de uma das “cláusulas” do pacto pela paz. As contas de Rosinha tem parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A Câmara chegou a rejeitar as contas da ex-prefeita quando seu grupo político tinha minoria na Casa durante o governo Rafael Diniz. Mas no ano passado, o site Campos 24 Horas acompanhou a sessão em que o então presidente do Legislativo Fábio Ribeiro (PSD) conseguiu aprovar um decreto de resolução que anulou a votação. Rosinha alegou que não teve amplo direito de defesa. (Leia mais abaixo)
“A pacificação passa pelo combinado com o prefeito para que ele enviasse os projetos do gabinete para esta Casa com um mínimo de 15 dias de antecedência. A pacificação passa pelo respeito do prefeito com a Câmara”, afirmou. (Leia mais abaixo)
Na semana passada, Marquinho anunciou que a contas da prefeita Rosinha Garotinho referentes ao exercício de 2016 serão votadas na sessão do dia 15 (quarta-feira), o que não foi bem digerido pelo vereador Juninho Virgílio (União Brasil). (Leia mais abaixo)
“Nós (a base governista) fomos pegos de surpresa com as contas da ex-prefeita sendo pautada para esta semana. Estamos buscando manter esta pacificação. Mas desta forma, como fazer pacificação?”, indagou. (Leia mais abaixo)
Juninho pediu a Bacellar que reconsiderasse sua decisão e pautasse a votação das contas da ex-prefeita para outra oportunidade, mas o presidente da Câmara se manteve irredutível, alegando que as contas do ex-prefeito Rafael Diniz (Cidadania) entrarão em breve para serem também votadas. (Leia mais abaixo)
Agora, cenas dos próximos capítulos na sessão desta quarta-feira com novo julgamento das contas da ex-gestora. O grupo de Rosinha tem maioria na Casa, de 13 a 12, mas insuficiente para derrubar o parecer do TCE-RJ e aprovar suas contas. Precisa de um quorum qualificado de 17 votos. Antes, haverá sessão nesta terça-feira, com novas discussões, tensões e emoções.