Vigilância em Saúde do Trabalhador presta apoio matricial à Rede de Atenção à Saúde em Campos

Neste ano, segundo Yasmin Costa, coordenadora do Past, foram realizadas 34 ações de apoio matricial


  • 25/10/2026, 11h14, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas – A partir de ações integradas à Vigilância em Saúde, o Programa de Atenção à Saúde do Trabalhador (Past), vinculado à Secretaria de Saúde de Campos, em parceria com a Rede de Atenção à Saúde e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), vem intensificando o apoio matricial nas unidades de saúde para capacitar as equipes e notificar os agravos à saúde dos trabalhadores do município.

Neste ano, segundo Yasmin Costa, coordenadora do Past, foram realizadas 34 ações de apoio matricial, sendo 29 nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS Makhoul Moussalem) e na urgência e emergência do Hospital Geral de Guarus (HGG), PU Central, Unidade Pré-Hospitalar (UPH) de Travessão e UPH de Ururaí.

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Yasmin Costa disse que, neste mês de outubro, as equipes estiveram nas UBSF de Lagoa de Cima, Morangaba, Poço Gordo e São Sebastião. Já nos meses de julho e agosto, as UBSF visitadas foram as da zona rural como: Tocos, Ponta Grossa, Venda Nova, Quilombo, Ponta da Lama, São Martinho, Três Vendas e Santa Cruz. As idas das equipes às unidades acontecem sempre às quartas-feiras.

“Nossa ação tem como foco a identificação e a notificação de suspeitas de agravos à saúde do trabalhador, independente do seu vínculo de trabalho. Esses agravos englobam casos relacionados à saúde mental e trabalho, violências relacionadas ao trabalho, lesões por esforços repetitivos, dermatose ocupacional e intoxicação exógena”, explicou Yasmin, ressaltando que o objetivo do apoio matricial é auxiliar os profissionais da rede na identificação dos casos a partir das queixas dos usuários, buscando a centralidade da relação entre saúde, o trabalho e o território.

Ela afirmou, ainda, que as notificações são fundamentais para a compreensão de como os processos produtivos do município se relacionam com o processo saúde-doença da população. “Embora o SUS seja responsável pela notificação dos agravos à saúde do trabalhador independente do vínculo no mercado de trabalho (PJ, autônomo, informal, MEI, servidor, celetista), os indicadores dos sistemas de informações em saúde ainda são menores do que os dados da Previdência Social, que englobam apenas os trabalhadores com carteira assinada. Esse cenário se reflete tanto no âmbito nacional, quanto à nível estadual e municipal. Portanto, reduzir a subnotificação dessas ocorrências na saúde pública requer essa integração entre os profissionais das portas de entrada do SUS e da Vigilância em Saúde do Trabalhador”, disse a coordenadora.

A gerente de Vigilância à Saúde do Trabalhador do Past, Celeste Gomes, explicou que o matriciamento do Past ou ações conjuntas via Cerest nas UBSF consiste em um modelo de trabalho compartilhado e horizontal entre especialistas e as equipes de referência da Atenção Primária. “O grande objetivo é fazer com que os profissionais da ponta (médicos, enfermeiros, técnicos e agentes de saúde) passem a enxergar o usuário do SUS sob a ótica de sua atividade laboral, relacionando seus sintomas e queixas ao ambiente de trabalho.



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