Com base na Lei de Fidelidade Partidária, o diretório municipal do PDT ameaça expulsar e pedir o mandato dos três vereadores que votaram a favor do pacote de medidas de ajuste do prefeito Wladimir Garotinho (PSD) na última terça-feira na Câmara Municipal de Campos. Dois dos três vereadores pedetistas falaram ao Campos 24 Horas. Um deles foi Luciano Rio Lu, que foi enfático: “Temos que pensar no bem da cidade, não do partido”. (leia mais abaixo)
Em nota assinada pelo candidato a prefeito derrotado nas últimas eleições, Caio Vianna, presidente local da legenda, o partido orienta os vereadores ao voto contrário em relação a qualquer corte nos direitos e salários de servidores, bem como aumento de tributos. (leia mais abaixo)
— Tenho certeza de que esse “pacote de maldades” apresentado pelo atual governo municipal, com o corte de benefícios dos servidores da saúde e aumento de impostos não é o melhor caminho para resolvermos os problemas do cofre público municipal. É preciso ouvir a população, ter o mínimo de sensibilidade e responsabilidade com o momento que estamos enfrentando — disse Caio. (leia mais abaixo)
Os legisladores pedetistas são Luciano Rio Lu, Leon Gomes e Marquinhos do Transporte, que votaram em favor das medidas do governo para adequar as contas da prefeitura à Lei de Responsabilidade Fiscal. (leia mais abaixo)
Em contato com a reportagem do Campos 24 Horas, Luciano Rio Lu comentou as divergências dos vereadores com a direção do partido. “Votei a favor das medidas de ajustes porque temos que pensar no bem da cidade, não do partido. Meu voto está de acordo com aquilo que penso ser o mais justo e correto para nossa cidade”, disse Rio Lu. (leia mais abaixo)
Ao justificar o voto a favor de medidas do governo contidas no pacote encaminhado à Câmara na terça-feira, Marquinhos do Transporte explicou sua posição: “Sou empresário, como todos sabem. Tenho perto de 100 funcionários, e se estou numa situação de dificuldades para pagar a eles tenho que reduzir ou negociar. É o que está tentando fazer o prefeito”, declarou. (leia mais abaixo)
Desde 2018, Campos tem extrapolado o limite de gastos com pessoal de 54% determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O Município já chega a 54,5% com estas despesas. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) inclusive já notificou Wladimir sobre a irregularidade, além de recomendar que os royalties e participações especiais das receitas do petróleo não sejam alocados para gastos com salários de servidores.