O mercado brasileiro de veículos seminovos e usados acelerou em março de 2026, mas o volume maior não elimina a pressão sobre preços, giro de estoque e operação das lojas. Em vídeo publicado pelo Atacadão do Carro, o empresário Alexandre Scarabelot Brullinger, o Xandão, afirma que o setor vive um momento “extremamente complexo” e defende atenção redobrada ao tempo que cada veículo permanece no pátio.
Xandão é fundador da Auto Fácil Veículos e sócio do Atacadão do Carro. Na análise, ele compara março de 2026 com o mesmo mês de 2025, relata vendas maiores e diz que os negócios ficaram mais apertados. As declarações expressam a avaliação do empresário; o vídeo não informa margem média, estoque das lojas ou uma série de preços que permita medir a dimensão da queda citada.
O dado geral citado na tela encontra respaldo no balanço da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (FENAUTO). A entidade registrou 1.674.346 veículos seminovos e usados comercializados em março de 2026, alta de 21,5% em relação a março de 2025. Sobre fevereiro, o avanço nominal foi de 22,8%.
No primeiro trimestre, as transferências somaram 4.378.062 unidades, crescimento de 12,7% sobre igual período de 2025. O avanço do volume, porém, não prova aumento de rentabilidade de cada revenda. Custos financeiros, tempo de estoque, descontos e capital imobilizado variam de empresa para empresa.

Quando um veículo demora a sair, a loja mantém dinheiro parado e pode precisar rever o preço para acompanhar o mercado. É nesse ponto que giro e fluxo de caixa se conectam: vender mais rápido reduz a exposição a mudanças de preço e libera recursos para repor o estoque. Essa explicação é operacional e não representa uma estimativa financeira sobre a empresa do entrevistado.

O vídeo analisado não trata de carros elétricos ou híbridos. Por isso, nenhuma opinião sobre esse segmento é atribuída a Xandão. Como contexto separado, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) afirmou em 2025 que o mercado de elétricos seminovos vinha ganhando confiança e atratividade, com atenção ao diagnóstico do estado da bateria. A publicação consultada não apresentou volume nacional de revendas nem taxa de desvalorização; esses números, portanto, não são estimados nesta matéria.
A leitura combinada dos dados e da fala do empresário mostra um setor com demanda forte, mas com execução mais exigente. Para o consumidor, o cenário reforça a importância de comparar preço, histórico, garantia e condição do veículo. Para a loja, controle de estoque e disciplina de caixa continuam decisivos.
Fontes: vídeo do Atacadão do Carro; FENAUTO; ABVE; perfil publicado pelo portal 4oito. As falas do entrevistado representam opinião e experiência próprias.