Velhas lideranças que perderam as eleições: deputados com vários mandatos reprovados nas urnas


  • 14/10/2026, 18h37, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas/Cobertura Eleitoral - As eleições de deputado deste ano reservaram algumas surpresas nas urnas para deputados do estado do Rio, cujas trajetórias sempre foram marcadas por boas votações, inclusive em Campos e no Norte Fluminense, mas que, ao fim da disputa eleitoral do último dia 4 de outubro ficaram de fora da lista dos eleitos.

São parlamentares de seguidos mandatos, o que lhes permitiram alocar verbas de emendas para vários municípios de suas bases eleitorais.  Entre esses deputados estão Hugo Leal (PSD ), Júlio Lopes (PP) e Vitor Junior (PDT).

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Depois de dois mandatos como deputado estadual e após ocupar a presidência do Detran e outros cargos no governo estadual do Rio, Hugo Leal se elegeu deputado federal por cinco mandatos consecutivos, sempre com expressivas votações, desde quando desembarcou em Brasília pela primeira vez, em 2006, com nada menos que 112.789 votos.

Como autor da lei que restringiu a comercialização de bebidas nas rodovias federais, a chamada Lei Seca, continuou ainda com excelente votação em sua reeleição, com 98.164 votos. Na terceira eleição, ainda atingiu seus respeitáveis 85. 449 votos. Na quarta disputa, porém, em 2018, ainda que reeleito, sua votação despencou para poucos mais de 63 mil votos.

Em 2022, os votos de Hugo caíram para 50.067 eleitores que foram às urnas e cravaram o nome do parlamentar em sua quinta passagem pela Câmara dos Deputados. Na disputa eleitoral deste ano, Hugo alcançou 57.557 votos, mas que desta vez não foi foram suficientes para sua sexta reeleição.

Em Campos, Hugo sempre costurou alianças e abocanhou boas votações, fruto de parcerias e emendas parlamentares e serviços prestados. Desta vez, foram 4.099 votos.

VELHAS RAPOSAS - Analistas e observadores avaliam que, assim como outras velhas raposas da política brasileira, Hugo foi derrubado por uma nova dinâmica na disputa pelo voto que passa pela comunicação do candidato com o eleitor através das redes sociais.

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O mesmo fenômeno se sucedeu com o deputado Júlio Lopes (PP), eleito cinco vezes e também com votações importantes em Campos para a construção de seus seguidos mandatos.

Nesta eleição, foram 3.258 votos dos campistas. Seu último trabalho em Campos é uma articulação que tem feito junto a um grupo de empresários ligados ao Flamengo que tem planos em investir no futebol do Goytacaz.

Entretanto, nesta última eleição não conseguiu chegar ao seu sexto mandato. Nas eleições anteriores, Lopes começou sua trajetória com 93.513 votos na primeira eleição em 2006.

Depois, foram 85.358 em sua reeleição. No terceiro mandato, reeleito com 91.523 votos. Em 2018, despencou para cerca de 40 mil votos, ficando na primeira suplencia e chegando a exercer o mandato com a saída do titular Juninho do Pneu para a Secretaria Estadual de Transportes.

Em 2022, Júlio Lopes se elegeu com aproximadamente 50 mil votos. Em 2026, ficou na suplência com 48.998 votos.

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Observadores da política também analisam as dificuldades encontradas por deputados de centro e de direita em razão da absorção de boa parte dos eleitores deste campo político pela extrema direita ou direita-raiz como preferem denominar suas lideranças.

MAIS COTADOS DE CAMPOS - O deputado federal mais bem votado em Campos foi Wladimir Garotinho (PL), com 55.456 votos, seguido por Delegada Madeleine (União Brasil) com 14.947 eleitores. Caio Vianna ((PSDB) obteve em Campos 13.040 votos.

O quarto parlamentar com maior votação em Campos foi Vitor Junior (PDT) com 7.997 votos. Vitor é campista de Vila Nova, mas construiu carreira política em Niterói onde foi vereador, secretário municipal e hoje exerce o mandato de deputado estadual.



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