Variação dos níveis do Paraíba tem leve melhora

terça-feira, 03 de fevereiro de 2015     –     Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas
rio 31 1As chuvas dos últimos dias ainda não conseguiram afastar o fantasma da crise da água no Rio de Janeiro. Dados da Agência Nacional de Águas (ANA) mostram que houve uma pequena melhora na variação no reservatório do Funil, que estava com 4,55% do volume útil na segunda-feira, e passou para 5,30% nesta terça-feira; e o de Jaguari, que mudou de 1,61% para 1,72%, no mesmo período. Os níveis do Paraibuna também melhoraram: passando de – 0,64% para – 0,56%. Já os de Santa Branca tiveram queda de – 3% passando para – 3,15% entre segunda e terça.

Os reservatórios de água do Paraíba do Sul abastecem mais de 15 milhões de pessoas no Rio, em São Paulo e em Minas Gerais. A soma dos quatro principais reservatórios chegou a apenas 0,33% — na última sexta-feira, estava em 0,49%. Isso indica que as represas continuam despejando mais água no rio do que a quantidade que recebem de nascentes ou chuvas.

O reservatório de Paraibuna, no Vale do Paraíba paulista, chegou, nesta segunda-feira, ao patamar negativo de 0,64%, Santa Branca está com déficit de 3% e Jaguari, no fim da cota útil: 1,61%. Essas represas possuem hidrelétricas e ficam em São Paulo. A exceção foi o reservatório de Funil, em Itatiaia, que registrou uma leve melhora depois dos temporais: volume de 4,55%, diante dos 3,79% registrados na última sexta-feira.

Pancadas de chuva moderadas a fortes atingiram bairros da Zona Oeste no início da tarde desta segunda-feira, e houve ventania no Engenho de Dentro e no Méier. Pela manhã, duas árvores caíram no Leblon e no Alto da Boa Vista.

Na próxima quinta-feira, gestores se reunirão na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico, para discutir uma possível redução da vazão do Paraíba do Sul que chega ao Rio. O objetivo é garantir o abastecimento até dezembro. Para a professora da Coppe/UFRJ Marilene Ramos, especialista em recursos hídricos, os próximos dois meses serão decisivos para que Rio, São Paulo e Minas estabeleçam novas regras com a Agência Nacional de Águas.