Nem todos os Ubers têm de andar na estrada. A empresa fez um acordo com a NASA para desenvolver tecnologia que lhe permita cumprir a meta já anunciada de disponibilizar veículos voadores elétricos em algumas cidades dos EUA. O acordo entre a Uber e a Nasa foi anunciado nesta quarta-feira (08), na Web Summit, pelo vice-presidente Jeff Holden.
A ideia de lançar um serviço de veículos voadores não é nova. A parceria agora anunciada com a NASA vai centrar-se no desenvolvimento de sistemas de voo e de gestão de tráfego aéreo de veículos não tripulados. Para além disso, a Uber também começou a trabalhar com uma empresa de investimento imobiliário para a construção dos locais onde os UberAir poderão descolar e aterrar verticalmente, e onde poderão ser carregados com energia eléctrica.
Os veículos que a Uber pretende lançar serão inicialmente pilotados, mas a empresa tem planos para que venham a ser autónomos, numa evolução semelhante à que já está a acontecer com os carros. Os primeiros voos de demonstração deverão acontecer em 2020, mas o serviço não deverá chegar tão depressa à grande maioria dos utilizadores.
Por ora, apenas duas cidades americanas estão nos planos de lançamento do serviço: Dallas e Los Angeles, que é conhecida pelos problemas de trânsito. O objectivo é ter o UberAIR a funcionar “vários anos antes” de 2028, ano em que a cidade vai acolher os Jogos Olímpicos.
Com o UberAIR, o utilizador poderá comparar a duração do trajecto num Uber convencional com a duração do mesmo percurso veículo voador. A empresa não especificou quanto custará andar num UberAIR, mas afirmou, em comunicado, que “uma viagem inteirmente eléctrica, a 200 milhas por hora [322 quilómetros por hora] pelos céus de Los Angeles, será competitiva em termos de preço com um UberX”, que é hoje uma das opções mais baratas na aplicação da empresa. As viagens são partilhadas, o que permite dividir o preço entre os vários passageiros. Holden, porém, concedeu que “nos primeiros tempos” o custo deverá ser superior ao de conduzir o próprio carro.