quarta-feira, 31 de julho de 2013 – Foto: Divulgação
No espetáculo “Carta de Amor”, tudo parece novo, mostrando que Bethânia, aos 67 anos e 48 anos de carreira, se renova sempre
Com a lotação de ingressos esgotada em poucas horas, desde o dia (22), o tão esperado show de Maria Bethânia acontece hoje (31), às 21h, celebrando os 15 anos do Trianon. No espetáculo “Carta de Amor”, da iluminação aos arranjos, da banda ao maestro, da cenografia ao figurino, tudo parece novo, mostrando que Bethânia, aos 67 anos e 48 anos de carreira, se renova sempre. O espetáculo tem a realização da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima.
– O show vem do disco; é a base de onde eu parti, da mudança sonora que fiz ali com vários músicos – conta Bethânia. “O título do show não se refere apenas à faixa do disco “Carta de Amor”, mas a todo tipo de amor que canto no show: o amor maduro, o amor inconstante, o amor traído, o amor eterno, o passageiro, o triste, o alegre…”, completa.
E é a leveza e a cumplicidade em cena da cantora com os músicos que têm chamado a atenção do público e críticos desde a estreia do espetáculo no Rio de Janeiro em 18 de novembro de 2012 e depois em Salvador, Belo Horizonte e Fortaleza – todos no ano passado e com ingressos esgotados.
O show traz sucessos de sua carreira, músicas do novo CD e canções inéditas em sua voz. No roteiro, canções do novo disco, como Casablanca e Barulho (ambas de Roque Ferreira), Velho Francisco (Chico Buarque), Salmo (Rafael Rabelo/ Paulo Cesar Pinheiro) e Carta de Amor – esta que inspirou o título do álbum com um texto de sua autoria e música de Paulo César Pinheiro.
Entre as músicas interpretadas por ela pela primeira vez, composições de Caetano Veloso (Não Enche), Arnaldo Antunes (A Casa é Sua) e do português Pedro Abrunhosa (Quem Me Leva os Meus Fantasmas), além da inédita Em Estado de Poesia, de Chico César. E ainda no roteiro, um medley de sambas de roda ligados por linha tênue à chula, costurados por Reconvexo (Caetano Veloso), sem deixar o Brasil rural de lado e sem esquecer os clássicos de seu repertório.