terça-feira, 21 de janeiro de 2014 – Foto: Rodolfo Lins / Secom
O prazo para o recadastramento no Cemitério do Caju, que terminaria nesta quarta-feira, foi prorrogado por mais 30 dias
Os titulares de jazigos no Cemitério do Caju e nos cemitérios dos distritos e localidades de Campos terão mais 30 dias para fazer o recadastramento. A finalidade é atualizar os dados dos titulares e a identificação dos túmulos. O recadastramento está sendo realizado atendendo a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) em 2007. O prazo terminaria nesta quarta-feira (22)– Quero tranquilizar a população, porque, em face da grande procura e devido ao período de férias, em que muitas pessoas estão fora da cidade, consultamos a Procuradoria Geral do Município e, atendendo ao pedido da população, estamos prorrogando o prazo do recadastramento. Gostaria de deixar claro que este recadastramento está sendo realizado atendendo a um TAC e ninguém tem que pagar nada para se recadastrar – disse o presidente da Codemca e secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Wainer Teixeira
Ele informa ainda que a identificação e o registro fotográfico da sepultura são de responsabilidade do proprietário, podendo ele mesmo fazer com uma máquina fotográfica particular. O titular que não fizer o recadastramento corre o risco de a prefeitura decretar o abandono e retomar os túmulos para o poder público municipal. O alerta também é válido para todos os proprietários que precisam requerer a perpetuação e a identificação de sepulturas.
Segundo o administrador de cemitérios da Codemca, Júlio César Xavier, são 60 mil túmulos só no Caju. Deste total, cerca de 5 mil encontram-se quebrados ou abandonados. “A manutenção das sepulturas é de responsabilidade dos proprietários e, sem a autorização deles, não podemos fazer nada. Por isso, precisamos que todos compareçam para legalizar a situação dessas sepulturas ou a prefeitura, constatando o estado de abandono, retoma os túmulos, para conseguir organizar o cemitério”, pontuou.
A dona de casa Antonieta Jorge, 66 anos, aprova o recadastramento. “Eu acredito que só assim teremos um cemitério mais seguro, onde possamos sepultar os nossos entes queridos com segurança”, disse.