Tendência é voto impresso ser rejeitado, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro admitiu que a tendência é que a proposta de adoção do voto impresso para as urnas eletrônicas seja rejeitada na comissão especial que trata do assunto, e voltou a acusar o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, de interferir na eventual derrubada da matéria. (leia mais abaixo)

“O ministro Barroso foi para dentro do Congresso brasileiro, se encontrou com vários líderes e no dia seguinte, vários desses líderes começaram a trocar os integrantes da comissão por aqueles que votariam contra o voto impresso”, disse. (leia mais abaixo)

“Eu não quero adiantar, eu tenho que no plenário temos mais do que suficiente, mas como está se encaminhando essa votação na comissão a tendência é ser rejeitada na comissão por interferência do ministro Barroso”, emendou. (leia mais abaixo)

Há a expectativa de a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso ser votada na comissão especial na quinta. (leia mais abaixo)

Em tese, mesmo se ela for rejeitada no colegiado, regimentalmente é possível que a proposta seja posteriormente votada pelo plenário da Câmara, onde serão necessário, por se tratar de mudança constitucional, 308 votos favoráveis em dois turnos de votação para que ela seja aprovada e encaminhada ao Senado. (leia mais abaixo)

Segundo Bolsonaro, se ele tivesse interferido nos trabalhos do Legislativo, poderia responder por crime de responsabilidade e ter o mandato cassado. Entretanto, o presidente disse que isso não pode ocorrer no caso do Barroso. (leia mais abaixo)

Bolsonaro voltou a atacar o presidente do TSE, questionando o motivo da oposição dele ao voto impresso nas urnas eletrônicas. Segundo ele, é algo que tem “mexido com a alma dele” e se tornado pessoal para ele. (leia mais abaixo)

Procurada, a assessoria do presidente do TSE informou que Barroso não vai comentar. (leia mais abaixo)

O presidente repetiu sua defesa do voto impresso, citando novamente –mas sem mostrar provas– indícios já desmentidos de fraude no atual sistema de votação. (leia mais abaixo)

Na véspera, a cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resolveu reagir formalmente às quase que diárias suspeitas lançadas por Bolsonaro sobre fraude nas urnas eletrônicas e sobre a lisura da eleição do ano que vem. (leia mais abaixo)

Na primeira decisão, os ministros determinaram, por unanimidade, que a Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral abra um inquérito administrativo para apurar se houve abuso de poder político e econômico, além de outras irregularidades, nas falas que Bolsonaro tem feito insinuando haver fraude no atual sistema de votação e nas ameaças que têm feito à eleição geral do próximo ano. (leia mais abaixo)

A segunda iniciativa, aprovada pelos ministros do TSE também de forma unânime, a corte decidiu enviar ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF), uma cópia da live do presidente que deu na quinta-feira passada na qual novamente lançou suspeitas –também sem apresentar provas – sobre as urnas eletrônicas. (leia mais abaixo)

Em baixa nas pesquisas de intenção de voto e com a popularidade chamuscada por críticas ao enfrentamento da pandemia de Covid-19, Bolsonaro tem elevado a pressão sobre a adoção do voto impresso das urnas e já chegou a afirmar que poderia não aceitar o resultado das eleições no próximo ano pelo atual sistema. (leia mais abaixo)

Apesar das falas do presidente, o atual sistema de votação é auditável e foi por meio dele em que ele próprio se elegeu deputado federal várias vezes e presidente em 2018. (leia mais abaixo)

Na entrevista, Bolsonaro admitiu que há a possibilidade de ele se filiar ao PP, mas ressalvou que não basta ele querer ir para o partido e que a legenda está no momento avaliando possíveis fusões com outras agremiações partidárias.