O presidente do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Mauro Pires, afirma que os próximos meses, principalmente outubro e novembro, serão importantes para influenciar a seca de algumas regiões. Segundo ele, a estiagem que começou em 2023 é a pior dos últimos 74 anos, e ela segue influenciando o clima. “Temos um período crítico vindo aí”, declara. (Leia mais abaixo)
“Cada vez mais parece que o aquecimento está levando a antecipação do período de seca e também à sua própria extensão”, explica. Em entrevista exclusiva à RECORD, o presidente esclareceu que a falta de chuva na região da floresta Amazônica afeta o período de precipitação em outras regiões, como no Centro-Oeste. (Leia mais abaixo)
Segundo Pires, as temperaturas estão sendo influenciadas pelas mudanças climáticas, que por consequência criam períodos de seca e impactos mais graves a cada ano. “O que é extraordinário está se tornando cotidiano”, relata. (Leia mais abaixo)
Um dos problemas potencializado pelas secas são os incêndios, principalmente em áreas florestais. O presidente afirma que o trabalho com a prevenção é importante para evitar consequências graves. “Nós devemos trabalhar com um lado de prevenção e outro na adaptação”, explica. Para ele, é essencial acontecer uma mudança na sociedade, para que as pessoas se adaptem para não utilizar o fogo e buscar outras estratégias.(Leia mais abaixo)
Para Pires, o aumento da punição para crimes ambientais é um ponto importante. Ele afirma que, atualmente, a pena para esse tipo de crime é “relativamente curta”, mas as pessoas estão se conscientizando mais da relevância dessas infrações. A Polícia Federal abriu 85 inquéritos para investigar incêndios criminosos em todo o país.