sábado, 20 de julho de 2013 – Foto: J. Extra
O lutador campista, Douglas Marcelino, da categoria até 87kg que pagou o pato pelo “improviso”
Atleta mais experiente da delegação brasileira e umas das principais esperanças do país para conquistar uma medalha no Mundial de Taekwondo, Douglas Marcelino acabou derrotado, nesta sexta-feira (19), pelo amadorismo que ainda dita as regras no cenário olímpico do Brasil. Ao invés de um médico, a Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) enviou um fisioterapeuta para auxiliar os competidores em Puebla, no México. E foi o lutador da categoria até 87kg que pagou o pato pelo “improviso”.
O problema aconteceu quando Douglas (de azul na foto ao lado) vencia o centro-africano Rémy Alazoula, por 5 a 2, e se encaminhava para as oitavas de final da competição. O brasileiro foi atingido por um chute no rosto e fraturou o nariz. Como o profissional designado para os primeiros socorros não conseguiu tratar a lesão e estancar o sangramento, o árbitro decretou o nocaute técnico e eliminou o atleta.
A desclassificação inesperada causou comoção entre os membros da delegação brasileira. Companheiro de Douglas na equipe “TKD Olimpic”, do Rio de Janeiro, e na seleção, o peso-pesado Felipe Vignoli chegou a chorar e precisou ser consolado.
Através de sua assessoria de imprensa, a CBTKD afirmou que “a parte médica do Mundial é de responsabilidade da Federação Mundial de Taekwondo (WTF)”, mas não explicou o porquê de não ter solicitado o atendimento de um médico da WTF, previsto no art. 19 do estatuto de competições da entidade.