Superintendência inicia segunda fase de testes cognitivos em idosos

A superintendência dos Direitos do Idoso iniciou na última quarta-feira (5), em parceria com alunos do curso de Educação Física do Isecensa, a segunda fase dos testes cognitivos e físicos com 40 idosos do Clube da Memória da Casa de Convivência do Parque Tamandaré, que não praticam atividades físicas.

Os testes, que tiveram início há um mês, fazem parte do programa da rede de proteção social para o envelhecimento ativo e saudável. Durante os testes está sendo avaliado o efeito da extensão da técnica de otimização e atividade cerebral associada a atividades físicas.

De acordo com o coordenador de Educação Física do IseCensa e doutor em Saúde Mental pelo instituto de psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maurício Calomeni, o exercício físico auxilia na oxigenação do cérebro, que por consequência, melhora a atividade cerebral.

— O objetivo é melhorar a atividade cognitiva por meio de um tratamento mental para conseguirmos retardar o processo de instalação da demência. Quanto mais esse processo for freado, mais controlaremos a evolução de doenças como o alzheimer. Por outros testes identificamos que apesar da boa saúde mental em que se encontram, eles estão um pouco frágeis em outros aspectos. Começamos com os treinamentos motores aliados aos mentais- explicou Maurício.

Outro módulo vai avaliar a memória e o idoso terá que armazenar dígitos e depois repeti-los na mesma ordem apresentada. A última fase será o teste de autonomia funcional, que simula movimentos cotidianos como sentar e levantar de cadeiras e caminhar pela casa.

Segundo a superintendente dos Direitos do Idoso, Heloisa Landim, os testes também serão aplicados em idosos que praticam atividades físicas, para que os resultados sejam comparados. “Nossa linha de trabalho tem como objetivo seguir os preceitos da ONU, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos idosos e isso é conquistado no dia a dia”, reforça.

Fonte: Comunicação/PMCG