A prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil) deixou dúvidas em alguns deputados se o afastamento dele da presidência, determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), era definitivo ou se ele poderia voltar a sentar na cadeira da presidência quando fosse solto. O parlamentar foi preso na quarta-feira (3), dentro da sede da Polícia Federal no Rio, durante a Operação Unha e Carne, por muitos indícios de vazamento de informações da Operação Zargun e de ter orientado o deputado TH Joias, que tem ligações com o Comando Vermelho, a eliminar provas.
Segundo informações divulgadas por sites da capital, especialmente os do grupo Globo, autoridades que estão trabalhando no caso informaram que a possível soltura do investigado não o levará de volta à presidência. Essa deverá ser uma das cautelares impostas, caso a Alerj liberte Bacellar.
Deputados do PT, PSB, PCdoB e PSOL, parlamentares da esquerda decidiram que vão votar pela manutenção da prisão de Rodrigo Bacellar e pelo seu afastamento da presidência da Alerj. Segundo integrantes do grupo, há sinais de que parte da base do governo Cláudio Castro também deve acompanhar esse entendimento, embora a base esteja dividida sobre o futuro da Mesa Diretora.
Primeira reunião foi adiada
A reunião da CCJ desta sexta-feira (5), que seria o primeiro passo do rito, foi adiada. O presidente da comissão, deputado Rodrigo Amorim (União Brasil), justificou a decisão com base no artigo 268-B do regimento interno, que determina que a defesa deve ter até 48 horas para apresentar alegações orais ou escritas.