Campos 24 Horas – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como uma “canetada ao arrepio da Constituição” a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues à Direção-Geral da Polícia Federal (PF). O candidato do PL à Presidência afirmou que a Corte perdeu o “pudor” e cobrou ação do presidente do STF, ministro Edson Fachin.
“Ficam o ex-ministro da Justiça de Lula e seu próprio advogado armando uma farsa contra Bolsonaro, e agora eles estão promovendo todo esse caos”, afirmou Flávio durante agenda de campanha em Juiz de Fora (MG) nesta quarta-feira, 9. “É uma canetada totalmente ao arrepio do que diz a Constituição. Perderam qualquer pudor em tomar decisões.”
Flávio apoiou a decisão do ministro André Mendonça, que na véspera determinou o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Mendonça afirmou que ambos teriam participado de um “monitoramento sistemático e ilegal” contra ele e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro também mandou a Corregedoria da PF abrir investigações sobre a atuação de Andrei.
Em sua fala, Flávio acusou Dino de atuar politicamente em favor do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu não sou parte do processo, mas está todo mundo vendo que o ex-ministro do Lula, que é o Flávio Dino, ele não tem processo para julgar, ele tem causa para defender, que é a causa do Lula”, disse. “O Brasil virou a várzea que está acontecendo. Perderam qualquer pudor em tomar decisões.”
Pedido de ação a Fachin - Flávio pediu que Fachin suspenda a liminar de Dino e convoque uma sessão plenária para decidir o caso. “Espero sinceramente que o presidente do Supremo, Edson Fachin, tome, ainda hoje, alguma decisão, começando por suspender essa liminar do Flávio Dino e convocando imediatamente uma sessão plenária para que se decida sobre essas questões que estão em aberto, de forma transparente”, afirmou.
“O Brasil precisa saber que quem define as eleições é o povo brasileiro, e não o Tribunal Supremo”, concluiu.
A decisão de Dino ocorreu depois que o partido Novo pediu o afastamento dos dirigentes da PF. O ministro entendeu que a legenda não tem legitimidade para pedir medidas cautelares em um processo do qual não é parte.