Servidores tentam invadir Alerj novamente, mas PM impede ocupação

09/11/2016       18h21      |    Foto: Divulgação 
ato-servidoresServidores estaduais tentaram ocupar novamente o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), por volta das 16h desta quarta-feira. A tentativa acabou em confusão, e a polícia usa bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para afastar os manifestantes. As ruas no entorno estão fechadas para o trânsito. Segundo as primeiras informações, um servidor do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) foi detido e encaminhado para a 5ª DP, também no Centro. Os demais servidores aguardam a liberação do colega e ameaçam fazer uma representação na Justiça contra os policiais por abuso de autoridade.

Um helicóptero da Polícia Militar está sobrevoando a Alerj durante a confusão, e um caveirão também está sendo usado pelos agentes.

No local, muitas pessoas passam mal por conta dos efeitos das bombas de efeito moral usadas para afastar os manifestantes.

Nesta quarta-feira, o protesto organizado pelo pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado do Rio (Muspe) conta com servidores ativos e inativos de 20 categorias, desde o início da tarde. A intenção do grupo é pressionar os deputados estaduais a rejeitarem as propostas contidas no pacote de ajuste fiscal elaborado pelo governo.

Nas redes sociais, os servidores planejam novos atos. Na próxima sexta-feira, às 17h, está programada uma passeata da Candelária até a Alerj. Mais de duas mil pessoas já marcaram presença. Os servidores, aposentados e servidores do Estado do Rio planejam uma assembleia geral na próxima quarta-feira, dia 16, a partir das 10h, nas escadarias da Alerj. As reivindicações são a extinção do “pacote de maldades”, revisão das isenções fiscais e abertura de CPI para investigar as isenções fiscais. O grupo também quer a renúncia do governador Luiz Fernando Pezão, o vice Francisco Dornelles e do presidente da Alerj, Jorge Picciani.

No local, os servidores vão votar se entrarão em greve e, segundo a convocação,s se aprovada, a paralisação se iniciará no mesmo dia da assembleia e só terá fim com o atendimento integral das reivindicações.

A convocação ainda destaca que a assembleia busca reunir todas as categorias, como policiais e bombeiros, e servidores das áreas da Educação, Saúde e do Judiciário.