O jogo entre Macaé x Serrano registrou três cartões vermelhos e um gol marcado nos minutos finais, terminou em confusão e uma denúncia grave. O árbitro da partida, Lucas Coelho Santos, inclusive, relatou em súmula ter recebido ameaças de morte depois do confronto, no último sábado (14), no Estádio Cláudio Moacyr, pelo Campeonato Estadual da Série B1, a terceira divisão do Rio. De acordo com o juiz, tais ameaças partiram de dois homens não identificados, mas que fariam parte da delegação macaense. O alvianil praiano saiu derrotado odo confronto por 1 a 0, com um gol de pênalti marcado nos minutos finais. (Leia mais abaixo)
O árbitro afirmou ainda na súmula, encaminhada nesta terça-feira (17), na Federação de Futebol do Rio de Janeiro, que, após o fim do jogo, foi cercado por membros da delegação do Macaé, ainda no campo do Moacyrzão. Entre eles, estariam o presidente do clube, Cristiano Assis, além do preparador físico Carlos Henrique. O árbitro relatou que ambos dirigiram se a ele com xingamentos e ofensas. Mas que as ameaças mais graves partiram de dois homens de camisa cinza e não identificados. (Leia mais abaixo)
Na súmula, o árbitro afirma que, entre as ameaças, um dos homens disse que o mataria. De acordo com Lucas, ele o xingou dizendo: “Eu vou te matar, seu filho da p., vou pegar você e sua família lá no Rio de Janeiro! Vou atrás de você, seu lixo!”. Ademais, destacou que o mesmo homem disse aos policiais que o protegiam para que o escoltassem na entrada, pois iria persegui-lo. (Leia mais abaixo)
Lucas ainda afirmou que Carlos Henrique o chamou de “ladrão, m. e filho da p.” e que Cristiano disse que o árbitro “nunca mais apita um jogo em Macaé”. Além do gol sofrido nos acréscimos, o Macaé reclamou de duas expulsões durante o segundo tempo, que deixaram a equipe com nove homens em campo.