Sérgio Maurício é condenado por ataque transfóbico contra Erika Hilton

A Justiça de São Paulo também determinou que o comunicador deverá fazer uma retratação pública nas redes sociais


  • 31/10/2026, 09h13, Foto: Divulgação .

Campos 24 Horas - O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o narrador Sérgio Maurício, de 63 anos, a pagar R$ 10 mil em indenização por danos morais à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) por ataques transfóbicos. De acordo com a decisão, divulgada nesta sexta-feira (30) pela F5 - Folha de S.Paulo, o comunicador também deverá fazer uma retratação pública nas redes sociais. 

O caso aconteceu em fevereiro de 2025. Na ocasião, o perfil do narrador comentou uma publicação na rede social X, antigo Twitter, chamando Erika Hilton de "uma fake news humana" e "coisa".

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Sérgio Maurício tem histórico de declarações polêmicas. Em 2022, durante a transmissão do GP da Espanha, um áudio vazado revelou o momento em que o narrador, ao avistar uma bandeira do Botafogo no meio da torcida, afirmou: "Vê se tem flamenguista lá. É tudo duro, favelado".

Após o episódio, o narrador foi afastado pelo Grupo Bandeirantes das transmissões da Fórmula 1 nos canais Band e BandSports. Posteriormente, retornou à televisão, mas, em 1º de outubro, decidiu rescindir o contrato com a emissora, que tinha validade até 2030.

Com pouco espaço nas transmissões, ele decidiu encerrar sua trajetória na empresa, onde trabalhava desde o fim de 2020. Em nota, a emissora paulista informou que a saída ocorreu em comum acordo.   Narrador pediu desculpas à deputada Em março de 2025, Sérgio Maurício pediu desculpas pelo comentário preconceituoso. "Lamento profundamente as palavras equivocadas que usei ao me referir à deputada Erika Hilton, parlamentar por quem tenho o mais elevado respeito. Peço desculpas a ela, a seus eleitores e a quem mais tenha se sentido ofendido", declarou.

O pedido de desculpas aconteceu depois de o narrador negar que fosse o autor da declaração. Apesar da retratação, Erika Hilton afirmou que recorreria à Justiça para denunciar o caso.

Mais uma denúncia Em outubro desse ano, a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) por transfobia e violência política de gênero contra Erika Hilton. A denúncia foi apresentada pela também deputada paulista Sofia Saveiro (PSOL) ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MPSP.   A medida ocorre após uma publicação nas redes sociais em que Campopiano chama Erika de "homem biológico". Na postagem, ela questiona a deputada federal: "Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?".

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A postagem ocorreu logo após o fim do primeiro turno das eleições 2026. Campopiano foi a deputada estadual mais votada do país, com 956.238. Já Erika Hilton foi reeleita deputada federal com 1.596.472, ficando atrás apenas de Lucas Pavanato (PL), que recebeu 3.038.438.   Nas redes sociais, Campopiano compartilhou uma reportagem sobre o assunto e comentou: “Haja saco para aguentar”.

A reportagem tenta contato com a defesa de Sérgio Mauricio. O espaço está aberto para manifestação.



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