
Postado por Fabiano Venancio - Passada a eleição em primeiro turno, o que está posto para o futuro e os caminhos de Campos é a responsabilidade do prefeito Frederico Paes (MDB) e do deputado federal eleito Wladimir Garotinho (PL) em definir apoio nas eleições de presidente e de governador em segundo turno. Cautela, equilíbrio e capacidade de discernimento são necessários no momento de optar entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL). Afinal, esse posicionamento das duas maiores lideranças locais pode ser crucial para fazer deslanchar a gestão de Frederico Paes à frente da prefeitura diante de uma conjuntura orçamentária desafiadora para o próximo ano. Frente à necessidade de recursos para resolver grandes desafios, como a questão da mobilidade urbana, sobretudo o transporte público de passageiros, e da insuficiência de recursos para manter o atendimento na Saúde que se tornou polo regional, além das demandas do funcionalismo municipal, a gestão de Frederico Paes vai depender diretamente dos governos federal e estadual,
Afinal, sim, será uma aposta de alto risco a escolha dos líderes políticos locais. Não será um jogo fácil de ser jogado, até porque para um eleitorado de 158 milhões de eleitores, a diferença de 2,2 milhões (2.228.340 votos, 1,87 ponto percentual) é ínfima, a menor diferença de votos da história do primeiro turno na disputa mais acirrada desde a redemocratização.
Optar por definir apoio a um dos candidatos, em caso de derrota do escolhido, pode ser mesmo decisão arriscada diante de uma conjuntura orçamentária adversa e de demandas cada vez mais crescentes, frente à necessidade de recursos para o financiamento da saúde, da melhoria da mobilidade, com ênfase no transporte público, e a previsível retomada da pressão de um funcionalismo público na luta por reajuste salarial no próximo ano.
A tarefa desafiadora também deve exigir do deputado federal eleito Wladimir Garotinho (PL) usar de toda sua experiência e capacidade de articulação política na incumbência de alocar verbas federais para Campos como único representante do município na Câmara Federal.
SAÚDE GRITA POR RECURSOS - Na semana que passou, o secretário municipal de Saúde, Paulo Hirano, alertou para a insuficiência de recursos para manter o atendimento do setor num município que se tornou polo regional, mas que recebe pacientes de várias regiões do Estado do Rio de Janeiro e não recebe suficiente contrapartida em verbas estaduais ou federais.
Com a concentração de receitas nas mãos da União, a escassez de recursos financeiros é uma realidade crítica dos municípios cada vez mais alarmante para o enfrentamento de desafios crescentes que tornam as prefeituras em situação orçamentária e financeira difícil para planejar e executar políticas públicas para atendimento da população em diferentes áreas, como é o caso a Saúde, com a sobrecarga para atender sobretudo os procedimentos de média e alta complexidade.
“O regime do financiamento da Saúde é tripartite, mas o município é que arca com a maior parte destes recursos. Somos um polo regional, uma referência, daí que todos vem pra Campos para serem atendidos. Não vamos deixar de atender pacientes de fora, mas necessitamos de uma contrapartida”, disse o secretário, durante a audiência pública para a apresentação de relatório quadrimestral dos investimentos da sua pasta.
TRANSPORTE - A questão da mobilidade urbana é um dos maiores desafios do atual governo, e a preocupação maior recai sobre o transporte público de passageiros, setor onde empresas passam por dificuldades, mas que passa também pela construção de quatro terminais de integração pelo governo, além da renovação da envelhecida frota de ônibus.