Seap afasta diretor após Justiça determinar a transferência de delegado que usava celular na cadeia

O diretor e o subdiretor da Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, foram afastados dos cargos por decisão da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Ambos estão sendo investigados após o Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciar que o delegado Marcos Cipriano de Oliveira Mello, conselheiro da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio (Agenersa), usando um celular dentro da cela, dentre outros privilégios. Por isso, o juiz da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa, Bruno Monteiro Rulière, determinou a transferência imediata de Cipriano para a unidade de segurança máxima, a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1. Em nota, a Seap afirmou que até a apuração ser concluída, Cokotós ficará sob a responsabilidade da Corregedoria da Administração Penitenciária. (leia mais abaixo)

Cipriano foi alvo da operação Calígula, acusado de envolvimento em um esquema para a liberação de máquinas caça-níqueis apreendidas do bicheiro Rogério de Andrade. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, ele foi intermediário entre Ronnie Lessa, — réu no homicídio da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes — e a delegada Adriana Belém, que fez a apreensão dos equipamento do contraventor, em 2018. (leia mais abaixo)

O delegado foi transferido nesta segunda-feira, quando chegou à Seap a decisão do juiz Bruno Monteiro Rulière. Na denúncia, o Gaeco apresentou como provas, trocas de ligações e mensagens feitas com a delegada Daniela dos Santos Rebelo Pinto, mulher de Cipriano. (leia mais abaixo)

Ainda, segundo o documento, “sendo assim, de posse irrestrita de aparelho de telefonia móvel dotado de conexão com internet, Marcos Cipriano, diretamente ajustado com sua esposa Daniela, passou a praticar sucessivos atos voltados à causar prejuízos processuais”. (leia mais abaixo)

A delegada é investigada pela Gaeco por suspeita de recebimento de mais de 30 milhões em propina de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o Faraó dos Bitcoins, quando era responsável pela Delegacia de Defraudações (DDEF) da Polícia Civil. No início de dezembro, a Gaeco realizou uma busca e apreensão no apartamento de Daniela na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, como parte da operação Novo Egito, um desdobramento da Kryptos, que prendeu Gleidson. (leia mais abaixo)

Em outro momento, a denúncia também mostra ligações feitas por Marcos de dentro do presídio com a sua filha, Maria Fernanda Rabelo Cipriano. Os dois aparecem em uma foto conversando por vídeo.

Fonte: Extra