
A exposição ao sol em horários em que a radiação é maior pode gerar consequências graves, principalmente em idosos. O risco de uma insolação devido às altas temperaturas das últimas semanas levou a Secretaria de Estado de Saúde a emitir um alerta, chamando a atenção para a incidência de raios ultravioletas que poucos se atentam.(leia mais abaixo)
Segundo a dermatologista Ana Paula Moura de Almeida, que atua no Centro Dia do Idoso, cuidados simples podem evitar desidratação, queimaduras e câncer de pele. “Idosos, em especial, devem reforçar a hidratação com água e não ficar expostos ao sol entre 10h e 16h”, explicou a médica, orientando ainda a usar óculos de sol, chapéu e filtro solar para se proteger dos efeitos do sol.(leia mais abaixo)
“Esses cuidados devem ser seguidos não só no verão, mas durante todos os meses do ano. Em relação ao filtro solar, o ideal é aplicá-lo a cada três horas”, acrescentou Ana Paula, lembrando que usar roupas leves e com proteção UV são também recomendadas, além de uma alimentação à base de frutas, verduras e legumes.(leia mais abaixo)
Natural do Nordeste e residindo em Campos há 40 anos, a servidora pública Zumira Ferreira da Silva Barreto, 72 anos, disse que redobra os cuidados com a saúde no período do verão. “Não deixo de ingerir bastante água ou suco natural e nem de usar o protetor solar. Quando vou à praia, uso chapéu ou viseira”, contou ela, ressaltando que o calor que faz no Nordeste não se compara ao do estado do Rio. “Lá faz calor o ano todo, com temperaturas de 40° C e sensação térmica de quase 50° C”, disse Zumira.(leia mais abaixo)
Ana Paula explicou que uma pessoa desidratada sentirá sede, diminuição da sudorese, da elasticidade da pele, da produção de urina, boca seca, dor de cabeça, tontura e mal-estar.(leia mais abaixo)
“O calor também pode provocar uma baixa repentina da pressão, aumentando o risco de queda nos maiores de 60 anos”, disse a dermatologista, ressaltando que a exposição da pele ao sol tem efeito cumulativo. “Como os efeitos são vistos a longo prazo, o paciente que se expõe hoje pode desenvolver câncer de pele daqui a 20, 30 anos”.