Royalties: Campos recebe R$ 27,3 milhões com alta de 11,8% refente a janeiro

O novo posicionamento estratégico da Petrobras, com desmobilização de ativos na banca internacional de leilões, como a venda da BR Distribuidora, assegurou à estatal lucro líquido de R$ 40,1 bilhões em 2019, ou alta de 55,7% sobre 2018. É a segunda notícia de recorde relativa ao repaginado modelo de negócio da Petrobras: essa semana ela anunciou a marca inédita em janeiro de 4,041 milhões de barris diários.

A fórmula da atual gestão passou pela ampliação de ofertas em leilões de novas áreas de exploração de petróleo, venda de subsidiárias como a TAG e BR Distribuidora, e um franco investimento em produção em novos campos, como vem observando o pesquisador na área, Wellington Abreu, superintendente de Petróleo de São João da Barra.

A Petrobras foi prospectar esse lucro líquido de 2019, rompendo ciclos seguidos de prejuízos, apostando em uma área que interessa muito ao Estado do Rio: a produção. O desempenho da estatal ganhou gás com a alta de 13,7% na produção de petróleo e gás natural, no quarto trimestre de 2019, sobre mesmo período de 2018: mais de 3,025 milhões de barris de óleo equivalente diários (BOE/dia).

Essa performance de 2019 é superior à de 2010, quando o lucro foui R$ 35,19 bilhões, a marca mais expressiva da Petrobras até agora. A estatal registrou prejuízos de 2014 a 2017, registrando lucro em 2018 de R$ 27,779 bilhões em 2018.

O relatório também registra um recorde de R$ 129,2 bilhões de Ebitda, que é o lucro operacional excluindo-se os juros, impostos, depreciação e amortização. Trata-se de um crescimento de 12,5% na comparação com 2018. Esse desempenho, segundo a estatal, foi alcançado graças aos menores custos de produção e menores contingências.

Royalties depositados hoje

Com um conjuntura favorável de aumento de produção, cotação do barril de petróleo e câmbio do dólar, os municípios produtores fluminenses registram alta na arrecadação de royalties em fevereiro depositados nesta sexta (20).

Campos vai receber R$ 27,320 milhões contra R$ 24,45 milhões do repasse de janeiro (+11,8%), Macaé arrecada R$ 62,30 milhões contra o depósito anterior de R$ 55,51 milhões (+12,2%), Cabo Frio irá a R$ 12,638 milhões contra R$ 11,50 milhões (+9,9%), Rio das Ostras capta R$ 11,29 milhões contra R$ 9,83 milhões (+14,8%), e São João da Barra R$ 8,410 milhões contra R$ 7,88 milhões (+6,6%).

O superintendente Wellington explica a composição da equação que resultou no aumento dos repasses: “Se deu em face da variação de alta do dólar entre U$ 62 a U$ 70 em dezembro, mesmo com um câmbio caindo de R$ 4,22 a R$ 4,00 no mesmo período. Aliado a uma melhora na produção de forma mais expressiva no Pré-Sal com os campos de Lula e Buzios. É esperado um valor estável para março e uma queda em abril em decorrência da produção de fevereiro e em função da baixa na demanda por conta do coronavírus”.

Fonte: Fatore