Ronaldinho Gaúcho culpa empresário após ser detido no Paraguai

O ex-jogador , detido pela polícia paraguaia com um passaporte falso, na noite de quarta-feira, responsabilizou o empresário Wilmondes Sousa Lira, que o representa no país vizinho, por portar o documento adulterado. Tanto o craque quanto o irmão e agente dele, Ronaldo de Assis Moreira, foram levados pelos agentes. É o que informou o comissário Gilberto Fleitas, diretor de Investigação de Fatos Puníveis da Polícia Nacional à rádio “ABC Cardinal”.

Apontado como o autor dos documentos falsos, Lira também foi detido pelas autoridades. O empresário estava jantando com Ronaldinho e o irmão na suíte presidencial do hotel Yatch e Golf Club, onde estão hospedados. Ronaldinho e Roberto Assis usaram passaportes falsos para entrar no Paraguai, e isso chamou da atenção da polícia, que já sabia desde a manhã de quarta-feira sobre a situação, mas só pegou os dois irmãos à noite.

“É uma pena que um ídolo mundial tenha acontecido isso (…) Estamos diante de um evento punível, principalmente quando se trata de um documento oficial (…) Nas primeiras horas da manhã, quando havia uma convicção de que essas pessoas entraram com documentos paraguaios, além do passaporte, foi relatado que eles nunca entraram no registro do Departamento de Investigações”, explicou o comissário da polícia à emissora.Em 2018, os passaportes de Ronaldinho foram apreendidos até que fossem pagos multa e indenização fixadas em um processo por dano ambiental. Ele foi condenado por construir ilegalmente um pier, com plataforma de pesca e atracadouro, na orla do Lago Guaíba, em Porto Alegre. A estrutura foi montada sem licenciamento ambiental em Área de Preservação Permanente. A multa foi superior a R$ 8,5 milhões.

Em setembro do ano passado, um acordo foi feito com o Ministério Público e os passaportes foram recuperados. Fora dos gramados desde 2015, Ronaldinho foi nomeado no ano passado como embaixador do turismo pelo presidente Jair Bolsonaro.

Réu em ação coletiva

Duas semanas antes de ser detido no Paraguai com suspeita de uso de passaporte falso, Ronaldinho Gaúcho virou réu em mais uma ação na justiça brasileira. Em meados de fevereiro, foi divulgado que o ex-jogador é parte de uma ação civil coletiva que pede R$ 300 milhões por danos morais e materiais por sua ligação com a empresa 18kRonaldinho, de criptomoedas.

Desde outubro de 2019, a firma bloqueou o dinheiro que clientes investiram em suas atividades. A ação é movida pelo Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) de Goiás. A entidade afirma ter identificado 150 pessoas lesadas pelo bloqueio das contas da empresa. As vítimas moram em vários estados brasileiros e no exterior. Estimam-se prejuízos de R$ 1000 a R$ 500 mil.

Além de Ronaldinho e da empresa, os diretores são réus da ação. Eles eram os responsáveis por prospectar novos clientes no país. Ronaldinho seria o garoto-propaganda. Ele aparecia em vídeos e ações promocionais da empresa.

Fonte: Extra