03/09/2016 06h25
O Campos 24 Horas dá sequência, neste sábado(3), a série de entrevistas com os candidatos à Prefeitura de Campos.
Os postulantes à sucessão municipal respondem a 12 perguntas sobre suas propostas para as diferentes áreas da administração do município.
As entrevistas são publicadas em ordem alfabética.
A ordem das entrevistas é a seguinte:
29 de agosto: Caio Viana(PDT) – (AQUI)
30 de agosto: Dr. Chicão(PR) – (AQUI)
31 de agosto: Geraldo Pudim(PMDB) – (AQUI)
1 de setembro: Nildo Cardoso(DEM) – (AQUI)
2 de setembro: Rafael Diniz(PPS) – (AQUI)
3 de setembro: Rogério Matoso(PPL)
A entrevista com Rogério Matoso:
Campos 24 Horas – Que propostas o senhor tem para a diversificação da economia do município a fim de que adquira um maior grau de autonomia e independência em relação aos royalties do petróleo?
Rogério Matoso: Não podemos ficar dependentes do Petróleo. Vamos criar o Banco Municipal de Campos (BMC) para incentivar os pequenos e micro empresários do município. Queremos fomentar a economia local, resgatando a cidade para o Campista. As empresas e indústrias de fora, vamos construir uma zona industrial e comercial, no eixo do Porto do Açu, com toda infraestrutura necessária , oferecendo incentivos fiscais ,atraindo mais empregos para o nosso cidadão. O BMC, vai ainda financiar pesquisas tecnológicas na área agropecuária. Vamos fortalecer a agricultura, nossa bacia leiteira, pecuária e pesca com a implantação de uma secretaria. Vamos ainda, criar o Fundo Estudantil Tecnológico de Campos para oferecer cursos profissionalizantes, que possam colocar nossos cidadãos no mercado de trabalho, como Porto do Açu.
C24H – Campos possui uma excelente rede física de escolas, creches e quadras esportivas, entre outras unidades de educação, esporte e lazer. A Educação, no entanto, precisa alcançar melhores índices. Quais as suas propostas?
Rogério – Primeiro que a rede física das escolas e creches não é excelente. Muitas unidades se encontram com problemas estruturais. Escolas sem a menor condição de recebe alunos e professores. Além disso, faltam funcionários. Vamos reestruturar essas unidades e oferecer prédios com condições adequadas de receber nossos alunos e professores. Temos que entregar material didático e uniformes antes do ano letivo começar. O material não pode vir de um estado que não retrate nossa realidade como vem acontecendo. A merenda tem que ser de qualidade e prescrita por profissionais de Nutrição. As creches tem que ter horário estendido para as mães que precisam sair mais cedo para trabalhar e chegam mais tarde, respeitando, é claro a carga horária dos profissionais. Vamos fazer reforço escolar firmando convênios com universidades, que é viável e debaixo custo para o município. Vamos reorganizar a educação e colocar para funcionar o Programa Mais Educação do MEC, onde governo Federal destina uma verba para que as crianças, tenham no contraturno aulas de português e matemática, além de atividades esportivas. Não vemos isso acontecer em Campos. Esse é um projeto que não vai custar nada para o município. Toda a verba e material vem do MEC. Vamos empregar bem a verba do FUNDEB. Não podemos aceitar que Campos, um município tão rico, seja um dos três piores no IDEB, entre os 92 municípios do estado, perdendo para São Francisco, Quissamã, São Fidélis, que tem muito menos recursos.
C24H – Quais as suas propostas para a Saúde? Como polo regional, Campos deve propor a criação de um consórcio entre os municípios que utilizam sua rede para uma contrapartida?
Rogério: Para ser referência em atendimento Campos recebe recursos dos Governos Federal e Estadual, e toda e qualquer parceria de outros municípios serão sempre bem vindas. Temos que aumentar o diálogo com os profissionais da saúde, ouvi-los sempre, já que são esses profissionais que estão na ponta, atendendo a nossa população. Antes de mais nada, precisamos auditar todas as contas e contratos com os hospitais particulares de Campos, que servem como porta de saída da rede emergencial.
Temos que prioritariamente abastecer as farmácias dos nossos postos. Não tem como aceitar que a pessoa não consiga se quer um dipirona; mães sofram em busca de leites especiais, como Neokate, que custa cerca de R$250 cada lata e se torna impossível custear isso de forma particular. Não dá para admitir que uma criança fique sem alimentação.
Vamos priorizar programas de atenção básica como o ESF (Estratégia Saúde da Família) que é o médico em casa, prevenindo doenças e desafogando nossos postos de saúde. Vamos usar programas do governo federal como o DataSus. Não tem condição da prefeitura comprar um programa de computador que custa milhões de reais com um disponibilizado pelo governo. Vamos aumentar os leitos de UTIs.
As filas para marcação de consultas e exames também são inaceitáveis. Vamos implantar o Campos 360, que é internet gratuita em todo o município, e que possibilitará que a pessoa marque seu atendimento via internet. Aqueles que não tiverem computador em casa, vai poder solicitar a marcação ao subprefeito de sua região que estará com um equipamento integrado o sistema. Esse sistema fica muito mais barato por exemplo, do que foi pago na construção do CEPOP.
C24H — Quanto ao transporte público e à mobilidade em geral, quais suas propostas, diante da previsão de que a cidade alcance em breve uma população de 1 milhão de habitantes?
Rogério: Quando fui vereador votei a favor da passagem a R$ 1, o que não dá para aceitar são ônibus sem estrutura. Temos que oferecer um transporte público de qualidade e com segurança. Vou manter a passagem a R$ 1. As empresas que cumprirem todas as exigências, como frota nova, pagamento de funcionários em dia, e sem greve, vai receber um bônus do poder público, será a empresa nota 10. Muita gente precisa de transporte na madrugada, por isso, vamos implantar algumas rotas estratégias do corujão.
Com relação ao transporte alternativo e aos taxistas vamos rever e reduzir as taxas que são pagas ao município. Não podemos extorquir o bolso do trabalhador.
Sobre o plano viário, vamos com uma equipe técnica viabilizar a sincronização de sinais de trânsito, planejar e adequar nossas avenidas para atender o fluxo, fazer as perimetrais no entrono da cidade, para que as pessoas tenham alternativa de sair do fluxo mais pesado.
Vamos olhar com carinho as calçadas, que devem ter pisos táteis e acessibilidade, assim como nosso transporte público
C24H — Quais serão suas propostas para a rede de proteção social do município? Vai manter os atuais programas, pretende reduzi-los ou simplesmente declarar extintos alguns deles?
Rogério: Vamos manter todos os programas sociais que beneficiem a população, como o Cheque Cidadão e reajustá-lo, mas vamos além de dar o peixe, ensinar a pescar. Queremos uma política de assistência e não de assistencialismo. Queremos uma população independente. Vamos construir e estruturar os conjuntos habitacionais da prefeitura. As casas já construídas receberão placas de energia solar para aquecimento do chuveiro, calhas de reaproveitamento de água de chuva, e estação de tratamento de esgoto, dessa forma estaremos reduzindo as contas de luz e água e cuidando da saúde da nossa população. Os locais destinados a esses conjuntos também receberão área comercial e terão seus endereços cadastrados, para que possam receber, sem transtornos suas correspondências. Vamos construir conjuntos habitacionais, nas regiões onde as pessoas moram, para garantir segurança e conforto para as famílias. Famílias mais numerosas receberão casas maiores e aquelas que tenham alguém com necessidades especiais receberam a casa já com as devidas adequações de acessibilidade.
Vamos incentivar e fortalecer os trabalhos do Cras e do Peti. A implantação do programa “Mãos a Obra” é outra ação importante no nosso governo, que vai possibilitar pequenas reformas e reparos em casas de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
C24H— Campos é o município que tem o maior percentual de trabalhadores no porto do Açu, algo em torno de 60%. Como o senhor pretende fazer para definir ou ampliar um programa de qualificação profissional para atender essas demandas?
Rogério: A criação do Fundo de Educação Tecnológico, contará com reursos municipais, mas também buscaremos parcerias com os governos estadual e federal para implantação de cursos profissionalizantes, que qualificarão nossa população para o mercado e trabalho. Além do Porto temos ainda o Complexo Portuário Farol x Barra do Furado, que precisa ser concluído. Vagas para profissionais existem, o que falta no nosso município são pessoas qualificadas para preenchê-las e é isso que vamos fazer, qualificar e colocar nossa população no mercado de trabalho.
C24H — Quais os seus projetos para a área cultural?
Rogério: Vamos prestigiar nossos artistas locais, que são muito talentosos. Temos uma diversidade cultural enorme, desde atores, escritores, artesãos, teatrólogos, entre outros. Temos que fazer uma biblioteca municipal, viabilizando o término da obra do Palácio da Cultura, que ficou esquecido. Vamos transformar o Cepop em um pólo de Cinema, como sonhava Darcy Ribeiro. Vamos fazer isso em parceria com a Uenf. Esse polo de cinema, vai gerar emprego, fomentar nossa economia e fortalecer nossa cultura Campos é uma planície o que facilita a questão da iluminação e ventilação. Temos ainda que fortalecer nossa cultura rural como as cavalgadas e festas de laço, que reúnem centenas de famílias.
C24H — Qual seria a política para o esporte caso seja eleito prefeito?
Rogério: Vamos priorizar a prata da casa. Temos atletas muito talentosos, que precisam de apoio do poder público. O esporte tem que estar presente na educação. Vamos colocá-lo nas escolas no contraturno, com equipamentos e profissionais de qualidade. Incentivar os esportes radicais. Vamos fazer rotas de esportes ecológicos, como cavalgadas, ciclismo. Não podemos esquecer de um esporte muito tradicional em Campos, como o laço cumprido em temos que fazer com que as obras das vilas olímpicas sejam concluídas e que elas atendam a população com todos os seus serviços. Não adianta prometer muitas obras e eventos, se o que temos não funcionam, isso é desperdício com o dinheiro público. Depois que todos os projetos abandonados na gestão anterior estiver funcionando vamos implementar novas ações como a criação de um parque esportivo, oferecendo modalidades diferentes das encontradas nas vilas olímpicas. Campos como já sabemos, é uma planície e em todos os bairros da cidade encontramos pessoas jogando bola no fim de semana, temos que incentivar o futebol, com campos apropriados para prática desse esporte. Muitos jogam em terrenos sem grama. Podemos descobrir talentos nesses espaços.
C24H — Diante de uma das mais agudas crises econômicas da história do país, com graves reflexos nos estados e municípios, como fazer para melhorar a receita própria do município?
Rogério – Nós vamos planejar melhor nosso investimento. Hoje nós vemos muitas obras abandonadas, obras que a população utiliza muito pouco. Esse dinheiro foi mal investido. Vamos rever também os programas do Governo Estadual e Federal, que deixamos de receber por falta de envio de documentação, perda de prazos, que acontece frequentemente. Vamos empregar melhor a verba do FUNDEB, para o professores. Vamos fazer uma gestão mais eficiente e econômica, informatizando várias áreas e segmentos da prefeitura, para dar mais conforto e comodidade a nossa população e economizando em várias questões. Precisamos buscar a independência do petróleo, fomentando nossa economia na agropecuária, e nas zonas industrial e comercial, próximas ao Porto do Açu. Campos ainda tem muito dinheiro, tivemos muitos prefeitos que administraram sem recursos dos royalties e até hoje administram e tem índices de educação e qualidade de vida melhor que temos hoje em Campos. Temos que colocar o trem no trilho.
C24H — De que forma o senhor pretende estabelecer uma política de relações institucionais com as esferas estadual e federal?
Rogério – Nós temos que rever nossas questões administrativas para buscar recursos do governo federal. Recursos sempre tem para os municípios, o que faltam são projetos. Vamos cria uma comissão competente para buscar esses recursos e trazer para o nosso município. Vamos buscar as verbas de fundo perdido e as destinadas a Saúde, Educação, Agricultura, com projetos reais e bem elaborados.
C24H — Além da praia do Farol de São Tomé, Campos tem outras potencialidades como o turismo de negócios e de eventos que tem ganhado força, mas há o ecoturismo, o rio Paraíba, as nossas cachoeiras, etc. Que propostas o senhor tem para o turismo?
Rogério – Vamos viabilizar o ecoturismo, associado também ao esporte, com estrutura viária para que as pessoas consigam chegar sem transtornos ao destino. Em muitos pontos de nossa cidade a estrada está precária, sem pontes adequadas, isso é um absurdo. Vamos divulgar nossos pontos turísticos para o país e para o mundo. Temos uma praia linda, que precisa de investimento o ano inteiro com ações diversas, assim como o Imbé, a Lagoa de Cima e Rio Preto.
C24H – Campos, a exemplo de outras cidades de médio porte, tem assistido a uma escalada cada vez mais preocupante da violência. Sabe-se que a segurança é de competência do Estado, mas qual a contribuição que caberia ao município em seu governo caso eleito?
Rogério – Sabemos que a segurança é de fato de responsabilidade do Estado, mas podemos contribuir para a redução da violência. A Guarda Municipal é fundamental na base da formação de pessoas, realizando palestras em escolas, e orientando nossas crianças para que não se tornem adolescentes e adultos marginalizados. Temos que nos preocupar na construção de conjuntos habitacionais, respeitando sempre o local onde as famílias moram, e não as levando para outras comunidades, onde acabam gerando conflitos.
Nossa Guarda Municipal deve ser bem equipada e treinada para ser de fato um agente de segurança, tanto na questão patrimonial, quanto de trânsito e fiscalização. Vamos cobrar do estado estrutura e contingente