O ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), traz como principal credencial os ótimos índices de aprovação de sua gestão na ex-capital fluminense para aspirar o Palácio Guanabara nas eleições de 2022. Em entrevista ao site Campos 24 Horas, Neves reconhece a gravidade da situação do estado do Rio e faz uma profunda avaliação das finanças estaduais, apontando caminhos para recuperação do Estado. Por isso mesmo, alerta. “Não podemos acreditar em alguém que chega de paraquedas ou que nunca administrou nada para governar um estado mergulhado em uma crise profunda e gravíssima, com 200 mil servidores, um orçamento de R$ 70 bilhões e um deficit anual projetado em R$ 20 bilhões”, afirmou o pré-candidato. Ele esteve em Campos na última sexta-feira (16), onde se reuniu com lideranças do partido, como Caio e Arnaldo Vianna, além de representantes da Igreja, empresários e da comunidade acadêmica. A respeito de possíveis alianças na eleição para governador, Neves destaca na entrevista as conversas com Eduardo Paes, prefeito do Rio, e de prefeitos da Baixada Fluminense. Ao citar Campos e o Norte Fluminense, Rodrigo Neves se comprometeu, caso eleito, ter um olhar especial com a região, analisando os setores vitais para a economia local, como agropecuário, royalties, Uenf, Porto do Açu, entre outros. (leia a entrevista completa abaixo)
O recado tem endereço certo: o deputado federal e também pré-candidato Marcelo Freixo (PSB), que aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto (33%, contra 4,4% de Rodrigo). Mas há ainda outros exemplos de ceticismo mencionados por Neves: o ex-governador Wilson Witzel e o atual governador Cláudio Castro. “Tivemos um governador improvável e um vice também na mesma situação. Com todo respeito, um Estado com esta complexidade e tantos problemas, uma encrenca do tamanho do mundo. O que exige gente séria e preparada para governar e ter soluções, além de interlocução com diferentes correntes”, observou. (Leia mais abaixo)
— Conversei com Eduardo (Paes, prefeito do Rio), prefeitos da Baixada Fluminense e as coisas tem avançado muito bem. O Estado do Rio vive hoje uma situação dramática. Já vinha sofrendo um continuado processo de esvaziamento e desindustrialização, com uma queda também contínua do PIB, além de altíssimas taxas de desemprego. E não pode também continuar garroteado em seus investimentos com este Regime de Recuperação Fiscal. — avaliou. (Leia mais abaixo)
Na ótica de Rodrigo Neves, porém, o processo de recuperação do Rio depende de uma guinada em Brasília. “Nós precisamos que o Rio recontratualize sua dívida porque este Regime de Recuperação Fiscal contém algumas medidas draconianas que garroteiam possibilidade de profissionalização da gestão do Estado. Aliás, eu acredito num projeto de recuperação do Rio a partir de uma mudança na orientação da política e da economia no governo federal, no sentido de um maior desenvolvimento do Rio, o que vai acontecer na eleição nacional”, analisou. (Leia mais abaixo)
Rodrigo Neves se comprometeu, caso eleito, ter um olhar especial para Campos. “Vocês podem ter certeza de que, caso seja eleito, em 2023 terão um governador que vai olhar por Campos. Tenho raízes aqui, meu pai nasceu em Campos, meu bisavô também é campista, foi presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, criou o Asilo do Carmo e foi para Niterói na década de 1920. Serei um governador que vai ter este olhar”, declarou. (Leia mais abaixo)
No campo da oposição ao governo instalado no Planalto e à política contracionista do ministro Paulo Guedes (Economia) o pedetista dispara contra na direção da austeridade que inibe o crescimento e a geração de empregos. E oferece como exemplo os Estados Unidos com a eleição do presidente Joe Biden. (Leia mais abaixo)
“Nos Estados Unidos, coração do capitalismo mundial, houve uma mudança importante depois de 40 anos de neoliberalismo, agora com eleição do Biden, quando observamos uma política para salvar o capitalismo para torná-lo funcional a fim de garantir condições mínimas de sobrevivência ao conjunto dos cidadãos, com um conjunto de investimentos de 3 trilhões de dólares no setor produtivo, na infraestrutura, na transição digital, nas mudanças climáticas e na economia verde. O Brasil precisa disso”, observou. (Leia mais abaixo)
Embora seu partido tenha candidatura própria à presidência da República, com Ciro Gomes, o pré-candidato propõe se valer das peculiaridades regionais que podem ditar o norte da sucessão estadual do Rio. “Nós temos o melhor programa, com o Projeto Nacional de Desenvolvimento que o Ciro Gomes estruturou, mas eu converso com todo mundo. Tenho uma boa relação com o Dória (governador de São Paulo) e o ex-presidente Lula. Meu candidato é o Ciro. Mas podemos ter um duplo ou triplo palanque. Como fizemos no Ceará, onde o candidato a governador é do PT e quem disputou o senado foi o Cid Gomes, nosso candidato. A reconstrução do Rio vai exigir um apoio amplo das forças democráticas do Estado. Não posso deixar de reconhecer que o nosso projeto é fundamental para que tenhamos uma nova concepção de uma nova política econômica governo federal”, analisou. (Leia mais abaixo)
CARTÃO DE VISITAS DE NEVES – Neves exibe Niterói e seus indicadores positivos como cartão de visitas de sua condição de gestor público, com 85% de aprovação, quando deixou a prefeitura, assim como exemplo de governança durante a pandemia. “Estamos à frente em gestão fiscal, qualidade de gestão e transparência no ranking da Firjan. A cidade está no primeiro lugar em saneamento, com um setor privado pujante. Assumimos uma dívida de R$ 500 milhões, zeramos esta dívida, estruturamos o programa Médico de Família e universalizamos a atenção básica. Todas as empresas pequenas com até 19 funcionários receberam apoio da Prefeitura quando assinaram um documento se comprometendo em não demitir nenhum funcionário na fase critica da pandemia. A prefeitura paga um salário mínimo a cada funcionário. O resultado disse é simples: você chega no Centro do Rio e vê algo desolador. Parece que é feriado na Avenida Rio Branco, com todas as lojas fechadas. Em Niterói nenhum restaurante fechou porque o empreendedor teve apoio da prefeitura”. (Leia mais abaixo)
— E mais: criamos um programa de renda básica temporária desde março de 2020 para 50 mil famílias mais pobres que tem auxilio renda básica R$ 500 por mês até hoje. Isso foi importante para evitar pessoas catando comida nos lixões como se vê em outras cidades, mas para a coesão social e segurança alimentar. Porém, foi importante também para a economia local porque essas pessoas usam esses recursos para gastar no comércio — arrematou Rodrigo Neves. (Leia mais abaixo)
CAMPOS – “Não e á toa que estou começando minha caminhada por aqui. Além da Uenf e da proximidade com o Porto do Açu, Campos tem enorme potencial na agropecuária. Vamos priorizar um projeto de reconstrução da economia, acumular forças para recuperar os campos maduros da Bacia de Campos, eleger a educação com o ensino integral, fazer parcerias com pequenos produtores e a agricultura familiar”. (Leia mais abaixo)
GOVERNO CLÁUDIO CASTRO – “Com todo respeito, mas pela importância e a historia do Estado não se pode aceitar o loteamento de cargos no estado para conchavos políticos. Um sujeito que nem curso superior tem é o substituto de Comte Bitencourt na Educação. O novo secretário de Transportes que deveria ter um perfil técnico só lembra vinculação com o setor por se chamar Juninho do Pneu. Eu sou político, me orgulho disso, mas não se pode entregar órgãos técnicos só porque alguém é político e teve votos. Lotear politicamente os órgãos principais estado não pode dar certo”. (Leia mais abaixo)
MISSÃO – “Governar o Estado do Rio como está e uma encrenca sem tamanho. Quando a gente chega aos 80 anos se faz um balanço da nossa vida, vê o que fez e o que poderia fazer. Eu não me perdoaria, se me negasse a cumprir esta missão. Quando alguém lembrar: em 2021/22 com o Rio na pior crise de sua história, você poderia liderar aquele processo de reconstrução, mas se omitiu ou se negou a fazer. Eu não me perdoaria, por isso estou aqui”. (Leia mais abaixo)
TRAGÉDIA – “Em nosso Estado há 40 mil jovens que não trabalham, nem estudam, isso e uma tragédia. Eu tenho um filho administrador empresas, outra é advogada, e a mais nova vai fazer medicina, tem cesso a tecnologia em uma boa escola em Niterói. Não e possível que a gente não garanta isso a todos os jovens do estado do Rio. Precisamos reconstruir os Cieps que estão abandonados e resgatar o ensino em empo integral”. (Leia mais abaixo)
PESQUISAS – “Cerca de 85% das pessoas do Estado não sabem quem sou seu ou não tem conhecimento do meu trabalho. Se a eleição fosse em Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Região Leste do Estado, eu ganharia no primeiro turno porque ali as pessoas me conhecem. Tenho uma longa caminhada pela frente e, no momento certo, através de um debate democrático, vamos encontrar a saída para reconstrução do nosso Estado”. (Leia mais abaixo)
CAIO VIANA – “Vamos ter um deputado federal atuando com muita força novo ciclo histórico, nem preciso falar o nome, né? Aliás, esta votação do Caio nas últimas eleições para prefeito reflete o trabalho do Caio e do Arnaldo Vianna lá atrás. Isso tudo num cenário quando todos davam como certa uma eleição ganha no primeiro turno”. (Leia mais abaixo)
PELO INTERIOR – Neves começou pelo Norte Fluminense suas visitas no interior a fim de trabalhar sua pré-candidatura. Ao lado do presidente da Executiva nacional do partido, Carlos Lupi, do candidato do partido a prefeitura nas ultimas eleições e pré-candidato a deputado federal, Caio Viana, e do pré-candidato a deputado estadual, Vitor Junior, Neves, que é também vice-presidente estadual do PDT, almoçou com correligionários em um restaurante no Centro de Campos. (Leia mais abaixo)
O pré-candidato visitou a Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) a CDL e esteve com o bispo diocesano Dom Roberto Ferreria Paz. Já na parte da noite, participou de um encontro com militantes do PDT, na sede do partido. Na quinta, ele esteve em Macaé.