
Postado por Fabiano Venancio – Nos últimos anos, Campos alcançou inegáveis avanços na área social com a reimplantação de políticas públicas que abrangem uma sólida estrutura e programas sociais cancelados no governo passado. Licenciado para a disputa de uma cadeira na Câmara de Vereadores, nas próximas eleições, o ex-secretário de Desenvolvimento Humano e Social, Rodrigo Carvalho (PP), nesta entrevista ao Campos 24 Horas (vídeo acima), enumera as ações para atender especialmente a parcela da população em vulnerabilidade social. “Dobramos o número de atendimento nos CRAS. Só em dezembro 5.500 atendimentos” exemplificou. Ele destaca, no entanto, que a maior vitória está na conscientização dos beneficiários sobre a conceituação dos direitos sociais. Rodrigo também dá detalhes das políticas pública voltadas para as crianças e os idosos de Campos. (Leia abaixo)
“Nossa maior conquista foi conscientizar as pessoas de que os benefícios sociais não eram um favor, mas um direito que estava retornando a elas e que por muito tempo lhes foi retirado. A cesta básica, assim como o Cartão Goytacá não é favor do poder público ou assistencialismo, mas justiça social e cidadania. Mas que, infelizmente, não era olhada sob essa ótica na gestão passada”, analisou
Ao fazer um retrospecto das políticas na área social dos quatro anos, Rodrigo disse que o atual governo herdou um desmonte na estrutura da secretaria. “Houve um desmonte em todas áreas do município. Herdamos uma secretaria desmantelada, sem conselhos funcionando e programa social algum”, resumiu. (Leia mais abaixo)
DIREITO, NÃO FAVOR – A partir da remontagem da estrutura de funcionamento da secretaria, houve um 95% número de atendimentos em relação ao ano de 2020, o último ano da gestão anterior. “Dobramos o número de atendimento nos CRAS. Só em dezembro 5.500 atendimentos. Porque as pessoas passaram a entender que benefício social é um direito, não um favor. Assim, as pessoas passaram a procurar mais e houve aumento da demanda. Política se faz com comparações, e neste caso comparamos dados estatísticos com outros governos e o atual, até para avaliar os avanços que alcançamos”. (Leia mais abaixo)
Os avanços, no entanto, vieram acompanhados de desafios como a invisibilidade dos estratos mais vulneráveis da população, como ponderou Rodrigo Carvalho. (Leia mais abaixo)
“Tecnicamente, essas pessoas são chamadas de invisíveis sociais. Aquelas que tem direito, são merecedoras do benefício, mas o poder público não as via porque muitas mas não têm condições de ir em busca dos seus direitos. Por exemplo: Mata da Cruz fica mais próximo de Cardoso Moreira e Italva do que do centro de Campos. Como uma pessoa de Mata da Cruz vai até Morro do Coco, onde fica o Crais onde ela está vinculada? É difícil, até pela logística de transporte. Então, vamos até lá”, explicou. (Leia mais abaixo)
SOCIAL MAIS PERTO – Assim, o prefeito Wladimir Garotinho resolveu criar o “Social Mais Perto”, um programa que visa levar o atendimento da secretaria aos locais mais longínquos do município. (Leia mais abaixo)
“Levamos o atendimento na porta das pessoas, ouvindo as suas histórias e vivências, acolhendo essas pessoas e fazendo com que elas se sentissem parte de todo um projeto. Como parte de uma família junto com as pessoas que trabalhavam na secretaria”. (Leia mais abaixo)
Durante a entrevista, Rodrigo Carvalho abordou o crescimento do número de pessoas em situação de rua na área central de Campos. Ainda de acordo com o ex-secretário, o grande diferencial do governo anterior para este foi a “humanização” no tratamento desta população. (Leia mais abaixo)
“O diferencial foi a humanização. Nós não tivemos um inverno que a gente não fosse para as ruas porque houve um período que Campos registrou 10 e 11 graus de temperatura à noite. Fomos tentando fazer com que as pessoas viessem para o abrigo. O que não podemos é praticar a higienização social, obrigando as pessoas entrarem à força numa Kombi e levando-as ao desabrigo em qualquer lugar. Também não podemos desistir das pessoas e dizer que se elas querem ficar nas ruas o problema é delas. Não, o problema também é nosso”. (Leia mais abaixo)
ACOLHIMENTO – O ex-secretário relata que essas pessoas são abordadas pelas assistentes sociais da secretaria e convidadas a ter um acolhimento. A prioridade é convencê-las de que o mundo no acolhimento num abrigo é melhor do que fora dele. (Leia mais abaixo)
“Muitos não entendem, mas essas pessoas têm o seu livre arbítrio de viverem na rua. Nosso papel é oferecer este acolhimento temporário e necessário para que elas se restabeleçam e futuramente possam andar com as próprias pernas. Ainda que insistam em permanecer nas ruas oferecemos apoio com refeição, cobertor, banho e higiene. Hoje, a pessoa pode não querer vir para o abrigo, mas amanhã ou depois da manhã, sim. Como aconteceu com muitas delas que depois mudaram de vida”. (Leia mais abaixo)
Para facilitar a inserção social das que decidiram mudar de vida, o prefeito encaminhou um projeto aprovado na Câmara de Vereadores, o Acolhe Campos, que destina 5% de vagas a essas pessoas no serviço público ou em concessionárias como Aguas do Paraíba e Vital Engenharia. (Leia mais abaixo)
CRIANÇA – A secretaria abrange programas para a criança carente como o programa Mãe Coruja. O programa consiste na oferta de um kit Enxoval para as mamães em situação de vulnerabilidade.
“O prefeito e a primeira-dama Tassiana conversaram comigo chamaram para fazermos o programa porque havia muitas mães que não tinham o enxoval. Hoje já batemos a meta de mais de 4 mil atendimentos, saímos do zero para 95% de atendimento em comparação com a gestão anterior. Há ainda o programa Criança Feliz, do governo federal, que nós aderimos. As famílias são atendidas em conjunto com o Crais atendendo, especificamente, crianças, adolescentes e as mães com atendimento visando o desenvolvimento integral da criança”. (Leia mais abaixo)
ANDAR PELAS RUAS – Por fim, caso seja eleito, o pré-candidato planeja gastar mesmo a sola do sapato durante e após as eleições, andando pelas ruas de bairros, distritos e localidades para conhecer a realidade do município. (Leia mais abaixo)
“Quero estar sempre perto da população andando nas ruas e vendo suas necessidades e carências. Porque o poder público não pode estar em todos os lugares. Então, o vereador nada mais é do que um elo de ligação entre a comunidade e o poder público, com um caráter fiscalizatório. Precisa circular pelo município e informar o prefeito, dizendo o está faltando ou onde precisamos melhorar. Pretendo andar pelas ruas porque só se conhece a realidade de quem precisa quando você estar perto dela”, finalizou.