Sindicato diz que greve está mantida: rodoviários

31/12/2015   11h40   |   Foto: Campos 24 Horas

Rodoviários em greve de CamposEm contato por telefone com a redação do Campos 24 Horas, na manhã desta quinta-feira (31), o presidente em exercício do Sindicato dos Rodoviários, Davi Lopes, confirmou que a categoria vai realizar nova paralisação a partir da 0h deste sábado, dia 2. “Até agora a greve está mantida. Algumas empresas estão negociando, mas não tenho informações detalhadas”, afirmou o presidente.

Os rodoviários querem o pagamento do mês de novembro e da 2ª parcela do 13º salário.

Tentamos contato com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Campos (Setranspas), mas não obtivemos retorno até esta publicação.

Nota da Prefeitura

O Município realizou no dia 04 de dezembro o depósito dos valores referentes à folha de pagamento do mês de outubro e a primeira parcela do 13º dos rodoviários, conforme acordado em audiência com o Ministério Público do Trabalho (MPT), realizada no dia 03 de dezembro.

A decisão foi tomada, excepcionalmente, para ajudar aos rodoviários e evitar que a população fosse prejudicada. A prefeitura esclarece que a relação trabalhista é entre patrões e empregados das empresas de transporte coletivo.

Desde o início do Programa Passagem Social, a prefeitura já repassou, a título de complementação, às empresas de ônibus, R$ 206 milhões. Além desse valor, as empresas também arrecadam R$ 1, de cada passageiro. O programa foi iniciado em 1º de maio de 2009.  A partir da implantação do novo sistema de transporte coletivo, em setembro, as empresas teriam que apresentar as certidões de regularidade fiscal e, ainda, implantar o sistema de bilhetagem. Sem cumprir estes critérios, a prefeitura fica impossibilitada de fazer repasses.

Em outubro, a prefeitura fez uma antecipação às empresas de ônibus, excepcionalmente, no valor R$ 3 milhões, com base no mês de setembro, e fez constar em ata assinada por todos os empresários presentes, que os recursos seriam utilizados para a quitação da folha de salários e, só em seguida, para as demais obrigações das empresas.