Rodoviários confirmam greve a partir de sábado

29/12/2015    17h45    |     Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas
Rodoviários em greve de Campos Em contato por telefone com a redação do Campos 24 Horas, na tarde desta terça-feira (29), o presidente em exercício do Sindicato dos Rodoviários, Davi Lopes, confirmou que a categoria vai realizar nova paralisação a partir da 0h da próxima sexta-feira, dia 1º. A categoria está reivindicando o pagamento do salário do mês de novembro e a segunda parcela do 13º salário.

Segundo Davi, motoristas e cobradores se reuniram em assembléia nesta segunda-feira (28). “Estamos cumprindo o prazo de aviso de 72 horas antes da paralisação,  assim como garantiremos 30% da frota circulando, como manda a lei”, disse Davi Lopes.

As empresas ainda não se manifestaram.

Nota da Prefeitura

O Município realizou no dia 04 de dezembro o depósito dos valores referentes à folha de pagamento do mês de outubro e a primeira parcela do 13º dos rodoviários, conforme acordado em audiência com o Ministério Público do Trabalho (MPT), realizada no dia 03 de dezembro.

A decisão foi tomada, excepcionalmente, para ajudar aos rodoviários e evitar que a população fosse prejudicada. A prefeitura esclarece que a relação trabalhista é entre patrões e empregados das empresas de transporte coletivo.

Desde o início do Programa Passagem Social, a prefeitura já repassou, a título de complementação, às empresas de ônibus, R$ 206 milhões. Além desse valor, as empresas também arrecadam R$ 1, de cada passageiro. O programa foi iniciado em 1º de maio de 2009.  A partir da implantação do novo sistema de transporte coletivo, em setembro, as empresas teriam que apresentar as certidões de regularidade fiscal e, ainda, implantar o sistema de bilhetagem. Sem cumprir estes critérios, a prefeitura fica impossibilitada de fazer repasses.

Em outubro, a prefeitura fez uma antecipação às empresas de ônibus, excepcionalmente, no valor R$ 3 milhões, com base no mês de setembro, e fez constar em ata assinada por todos os empresários presentes, que os recursos seriam utilizados para a quitação da folha de salários e, só em seguida, para as demais obrigações das empresas.