Rio de Janeiro registra aumento de casos de meningite

Em apenas oito meses, casos de meningite já superam marca do ano passado. De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), entre janeiro e agosto de 2022, o número de casos da doença meningocócica no estado aumentou 55,5% quando comparado com o mesmo período anterior. Durante todo o ano de 2021, foram registrados 959 casos de meningite e 30 casos de doença meningocócica, sendo que oito morreram. Já este ano, até agosto, foram 977 casos de meningite e 28 casos de doença meningocócica, sendo que sete não resistiram. (leia mais abaixo)

Apesar de não haver um surto da doença no estado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) alerta para a importância dos pais e responsáveis levarem as crianças e jovens para se vacinar. (leia mais abaixo)

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação termina nesta sexta-feira (30), mas todas as vacinas destinadas à imunização de crianças e adolescentes continuam disponíveis nos postos de saúde, incluindo três imunizantes que protegem contra a meningite. (leia mais abaixo)

As vacinas oferecidas nos postos que protegem contra diferentes tipos de meningite são: Meningocócica C (conjugada), que previne contra o tipo C da doença meningocócica; Penta, que evita a meningite causada pela bactéria Haemophilus influenzae B, além de outras quatro doenças; e a ACWY, que protege contra estes quatro sorotipos da meningite meningocócica. (leia mais abaixo)

As meningites
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas. (leia mais abaixo)

Os tipos virais e bacterianas são as de maior preocupação para a saúde pública, por sua capacidade de causarem surtos. Em geral, a transmissão ocorre de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta, como também pode se dar pela ingestão de água e alimentos contaminados ou contato com fezes. (leia mais abaixo)

No Estado do Rio de Janeiro, a cobertura vacinal de rotina contra a meningite C em menores de 1 ano, assim como para outras doenças, vem caindo nos últimos anos. Em 2017, a taxa ficou em 91,32%; em, 2018, em 87,86%; em 2019, reduziu para 76,81%; em 2020, caiu para 57,12%; e em 2021, ficou em 54,49%. Em 2022, até o dia 22 de setembro, a taxa inserida no sistema estava em 36,38%. (leia mais abaixo)

A cobertura vacinal da Penta foi 93,49%, em 2017; 88,16%, em 2018; 55,15%, em 2019; 55,77%, em 2020; e 54,27%, em 2021. Este ano, até o dia 22 de setembro, a taxa está em 34,67%. (leia mais abaixo)

Para vacinas aplicadas em crianças e adolescentes acima de 1 ano, o Ministério da Saúde não recomenda cálculo de cobertura vacinal, mas sim o cálculo de doses aplicadas. No caso da vacina Meningocócica ACWY, por ser a aplicação recomendada para crianças e adolescentes de 11 a 14 anos, o registro também é feito desta forma. Em 2021, o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) teve o registro de 95.009 doses do imunobiológico aplicadas no estado do Rio de Janeiro. Em 2022, até setembro, foi registrada a aplicação de 36.253 doses. (leia mais abaixo)

Os dados podem sofrer alterações devido a atrasos na atualização da informação pelas equipes dos municípios e à atualização do site pelo Ministério da Saúde. (leia mais abaixo)

Meningocócica C
No Brasil, há maior predominância de circulação da meningite C. É por este motivo que o calendário vacinal público prevê, desde 2010, a aplicação da vacina meningocócica C (conjugada). O esquema vacinal prevê duas doses, aos 3 e aos 5 meses de idade, e um reforço, que deve ser feito preferencialmente aos 12 meses de idade. (leia mais abaixo)

Em julho deste ano, o Ministério da Saúde ampliou a oferta da Meningocócica C para trabalhadores da saúde e crianças com até 10 anos de idade. Crianças entre 5 e 10 anos que nunca receberam o imunizante devem tomar apenas uma dose. Já para os trabalhadores de saúde, a indicação é de uma dose de reforço, mesmo para aqueles com esquema vacinal completo. (leia mais abaixo)

Meningocócica ACWY
No início de setembro, o Ministério da Saúde (MS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), ampliou a idade de cobertura da vacina ACWY, que protege contra esses quatro sorotipos da meningite meningocócica. Agora, crianças e adolescentes de 11 a 14 anos podem receber o imunizante gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). (leia mais abaixo)

Apesar da faixa etária com maior risco de adoecimento ser a de crianças menores de 1 ano de idade, os adolescentes e adultos jovens são os principais responsáveis pela circulação da doença no país. Cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores assintomáticos da bactéria na orofaringe (garganta) e podem transmitir a bactéria, mesmo sem adoecer. Geralmente, após a transmissão, a bactéria permanece na orofaringe do indivíduo receptor por curto período e acaba sendo eliminada pelos próprios mecanismos de defesa do organismo. (leia mais abaixo)

Desta forma, a condição de portador assintomático tende a ser transitória, embora possa se estender por períodos prolongados de meses a até mais de um ano. Em menos de 1% dos indivíduos infectados, contudo, a bactéria consegue penetrar na mucosa respiratória e atinge a corrente sanguínea levando ao aparecimento da doença meningocócica. (leia mais abaixo)

Haemophilus influenzae B
A vacina Penta protege contra cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae B e hepatite B. A bactéria Haemophilus influenzae B pode provocar infecção no nariz, na garganta e na meninge. O imunizante é aplicado nas crianças aos 2, 4 e 6 meses de idade.

Fonte: O Dia