Representantes do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) promoveram uma reunião virtual, na noite desta quarta-feira (08), cuja pauta tratou de assuntos pertinentes aos efeitos colaterais da pandemia de Covid-19, no setor da saúde pública do município. O encontro contou com 18 participantes, entre eles o presidente do Simec, José Roberto Crespo de Souza, a secretária de Saúde, Cíntia Ferrini e o diretor do departamento médico, Carlito Lessa. Dentre os tópicos abordados pela categoria estiveram o elevado índice de contaminação dos profissionais da saúde das Unidades Pré-Hospitalares (UPHs), as recorrentes queixas relativas às condições de funcionamento do serviço de emergência (192) e a sobrecarga de trabalho dos servidores em ação na linha de frente do combate ao coronavírus. (leia mais abaixo)
De acordo com o presidente do Simec, José Roberto Crespo de Souza, as UPHs estão funcionando com equipes de atendimento incompletas. “Há falta de plantonistas e as condições de infraestrutura estão debilitadas. O número de queixas que temos recebido dos colegas médicos tem sido responsável por um clima de insegurança e medo como nunca vivenciamos em toda nossa história”, declarou o presidente.
Atendendo ao convite do Simec, a secretaria de Saúde, Cíntia Ferrini, informou que o suporte do poder público está disponível aos profissionais em atendimento na linha de frente. Segundo a secretária, a promoção de reuniões entre as partes fortalece a assistência de saúde à população.
O diretor do departamento médico, Carlito Lessa, afirmou que realizaria uma vistoria na sede da emergência (192), nesta quinta-feira (09), para verificar quais medidas poderão ser tomadas para fins de melhorar a estrutura do serviço.
O presidente do Simec, José Roberto Crespo de Souza, encerrou a reunião dizendo que, apesar de todas as dificuldades evidenciadas na rotina médica, os servidores da saúde seguem buscando ofertar suas contribuições com empenho e dedicação em prol do melhor atendimento às demandas da sociedade.