Discussões e defesas da inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na sociedade. Assim acontece neste sábado (29), no Teatro Municipal Trianon, a 3ª edição da Respectro – Conferência Municipal em Apoio ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), idealizada pela Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ). O encontro reúne palestrantes e profissionais que atuam neste contexto, além de pais atípicos, apontados como um dos principais desafiadores no enfrentamento contra o preconceito. (leia mais abaixo)
A conferência foi aberta com a execução do Hino Nacional e do Hino de Campos. Em seguida, a primeira bailarina com deficiência do país, Andréia Araújo Marcolino, natural de Macaé, se apresentou no Palco do Trianon. Ela já participou de vários campeonatos de dança ao redor do mundo e é reconhecida como bailarina internacional.(leia mais abaixo)
Depois foi a vez da Banda Apaixonei da Apape mostrar os talentos de músicos da instituição, entre eles, Enzo, que contagiou a plateia.(leia mais abaixo)
O presidente da Fundação, Leon Gomes, acredita em uma sociedade mais justa e inclusiva. Ele lembra que a conferência entra no seu terceiro ano e teve como fruto, em 2021, a lei Benjamin Elias sancionada pelo prefeito Wladimir Garotinho. Trata-se da lei que instituiu o “Abril Azul” em Campos, mês de conscientização ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).(leia mais abaixo)
“A conferência tem como objetivo levar informação e conscientização para toda população. É um momento único onde não temos somente profissionais da área, mas os pais atípicos, que são os protagonistas desta história e estão tendo a oportunidade de contar os seus desafios e vivências do dia a dia”, revelou.(leia mais abaixo)
Para a dona de casa Bruna Batista Gomes, mãe atípica de João Miguel, de 5 anos, portador do TEA, “este é um momento muito importante para todos os pais atípicos e também para os pais típicos onde todos possam obter um aprendizado sobre o assunto e entender que os nossos filhos também fazem parte da mesma sociedade”, pontuou.(leia mais abaixo)
A presidente da Apape, Naira Peçanha, informa que a Respectro encoraja as famílias e as colocam como protagonistas quando o assunto é inclusão da pessoa com TEA. “Inclusão esta que está cada vez mais nas mãos destas famílias atípicas para que possam lidar com as situações as quais muitas das vezes as confinam”, disse Naira.(leia mais abaixo)
Abrindo o ciclo de palestras, a neuropediatra Hellé-Nice Haddad falou do porque o autismo se tornou espectro.(leia mais abaixo)
“Isso por conta da diversidade de sintomas e níveis que as pessoas apresentam, e na parte da medicina, é sempre importante ter este diagnóstico para que as famílias iniciem suas vivências diante ao TEA para que possam lidar com os mais variados transtornos”, disse.