
A temperatura política e eleitoral em São Francisco de Itabapoana começa a se aquecer a menos de um ano e meio da eleição municipal do próximo ano. Depois de ver a prefeita Francimara Lemos (SD) inflar os nomes do vice-prefeito e de um Secretário, que são prefeitáveis do seu grupo, além da proibição de doação de camisas para times que disputam o Campeonato Municipal de Futebol Amador, o vereador e ex-presidente da Câmara, Maxsuel Cerqueira de Azevedo (PSD), o Cocóia, decidiu que irá mesmo tocar sua pré-candidatura a prefeito, independente do apoio da prefeita. O vereador desmente Francimara e afirma que em nenhum momento falou que deixaria de votar em nenhum candidato do grupo como ela chegou a afirmar em uma nota. Em entrevista ao site Campos 24 Horas, Cocóia frisa que medidas adotadas pela prefeita o desagradaram e ainda revela situações que podem desencadear apurações. Segundo ele, em retaliação à sua posição de pré-candidato a prefeito, medidas administrativas teriam atingido pessoas que trabalham na Prefeitura. Uma das pessoas atingidas, inclusive, postou sobre sua dispensa da prefeitura (print acima) em uma rede social. (Leia mais abaixo)
— Estive no gabinete dela, quando expus os motivos que levaram a colocar meu nome na disputa. Disse que estava bem à frente de outros nomes nas pesquisas, que tinha planos para fazer nosso município avançar. Ela concordou com meu posicionamento, inclusive reconhecendo que eu estava mesmo bem nas pesquisas. Mas insistia em não me prestigiar, impulsionando os dois outros postulantes do grupo. E quando percebeu minha movimentação política começou a tentar me atrapalhar — disse Cocóia. (Leia mais abaixo)
Antes do início do campeonato de futebol, organizado pela Prefeitura, a prefeita decidiu acrescentar um item no regulamento que proíbe a doação de uniformes por pessoas físicas às equipes que disputam a competição. “Os times, em sua maioria, jogam com uniformes doados por mim. Não apenas as camisas, mas ajudo de outras formas”, disse o vereador. Agora, os jogadores entram em campo com uniformes doados pela prefeitura. (Leia mais abaixo)
Nas conversas que manteve com a prefeita, o vereador relata que tratou de sua intenção de ser candidato. “Disse a ela que minha candidatura já não era apenas um desejo pessoal, mas um movimento que nasceu da vontade da grande maioria da população. Mas que minha intenção era ser o candidato do nosso grupo”. (Leia mais abaixo)
O vereador conta que, indagado pela prefeita se deixaria de votar num dos outros pré-candidatos, caso não fosse escolhido, deixou opções para a prefeita. “Disse apenas que não apoiaria Raliston, assim como os vereadores Renato Roxinho e Yara Cinthia. Em nenhum momento falei que deixaria de votar em nenhum candidato do grupo como ela chegou a afirmar em nota”. (Leia mais abaixo)
Outras medidas adotadas pela prefeita que desagradaram a Cocóia foram as exonerações de sua cunhada e mais duas professoras a ele ligadas. (Leia mais abaixo)
O pré-candidato deve mesmo caminhar com o ex-prefeito Pedrinho Cherene. “A prefeita falou comigo: você vai se aliar ao Pedrinho Cherene, caso não seja o candidato pelo nosso grupo? Eu disse: prefeita, a política é dinâmica, eu preciso tocar minha vida, ampliar minha base de apoio e montar uma nominata. Mas em momento algum em disse que queria caminhar sozinho como ela chegou a dizer. Minha intenção era ser o candidato do grupo”.
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