Quanto ganha um governador? Veja os salários em cada estado em 2026

Sergipe aparece no topo, enquanto o Rio de Janeiro registra o menor pagamento mensal entre os estados


  • 16/09/2026, 14h56, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas – O salário de um governador pode passar de R$ 46 mil por mês em um estado e ficar abaixo de R$ 22 mil em outro. Embora os chefes dos Executivos estaduais exerçam funções semelhantes e estejam submetidos ao mesmo teto constitucional, cada unidade da Federação tem autonomia para definir, por lei, o subsídio pago ao governador.

Um levantamento com base em portais de transparência e legislações estaduais mostra que a remuneração dos governadores em 2026 apresenta uma diferença de R$ 24.498,05 entre o maior e o menor valor encontrado.

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Sergipe aparece no topo, enquanto o Rio de Janeiro registra o menor pagamento mensal entre os estados.

No Paraná, o governador recebe R$ 33.763 por mês. O valor coloca o estado na parte intermediária do ranking nacional, abaixo de unidades como Sergipe, Acre e Minas Gerais, mas acima de São Paulo, Santa Catarina e dos estados que pagam menos de R$ 30 mil.

Quanto ganha um governador em 2026? A remuneração dos governadores é chamada tecnicamente de subsídio e é estabelecida por legislação de cada estado, normalmente aprovada pela Assembleia Legislativa.

Não há, portanto, um valor único nacional para o cargo. A regra permite que os estados adotem valores diferentes, desde que respeitado o limite máximo previsto na Constituição.

Confira o ranking dos salários mensais dos governadores em 2026:

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  1. Sergipe: R$ 46.366,19
  2. Acre: R$ 42.645,49
  3. Minas Gerais: R$ 41.845,49
  4. Distrito Federal: R$ 40.943,91
  5. Mato Grosso: R$ 37.695,38
  6. Bahia: R$ 36.894,89
  7. São Paulo: R$ 36.301,53
  8. Espírito Santo: R$ 36.165,63
  9. Piauí: R$ 35.574,64
  10. Mato Grosso do Sul: R$ 35.462,27
  11. Rio Grande do Sul: R$ 35.462,22
  12. Rondônia: R$ 35.462,22
  13. Pará: R$ 35.363,55
  14. Paraíba: R$ 35.032,58
  15. Roraima: R$ 34.299,00
  16. Amazonas: R$ 34.070,00
  17. Paraná: R$ 33.763,00
  18. Goiás: R$ 33.428,12
  19. Maranhão: R$ 33.006,39
  20. Amapá: R$ 33.000,00
  21. Tocantins: R$ 32.518,44
  22. Santa Catarina: R$ 25.322,25
  23. Alagoas: R$ 23.626,70
  24. Ceará: R$ 22.878,41
  25. Rio Grande do Norte: R$ 21.914,76
  26. Pernambuco: R$ 22.000,00
  27. Rio de Janeiro: R$ 21.868,14

No caso de Alagoas, o valor disponível no levantamento é líquido, enquanto os demais números são apresentados como remunerações brutas. Além disso, a remuneração efetivamente registrada na folha pode não coincidir exatamente com o subsídio previsto na legislação estadual.

O ranking também mostra que estar entre os estados mais populosos ou com maior orçamento não significa necessariamente pagar o maior salário ao governador.

São Paulo, por exemplo, aparece na sétima posição, com R$ 36.301,53. O Rio de Janeiro, apesar de sua relevância econômica e populacional, está na última colocação, com R$ 21.868,14.

Quem define o salário do governador? O salário de um governador é definido por lei estadual. Isso significa que a Assembleia Legislativa de cada unidade da Federação participa do processo de fixação do subsídio, respeitando os limites estabelecidos pela Constituição Federal.

Existe, porém, um teto que nenhum estado pode ultrapassar. O limite corresponde ao subsídio mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal, atualmente em R$ 46.366,19. É exatamente esse valor que aparece no topo do ranking, em Sergipe.

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O subsídio do governador também tem uma função adicional dentro da administração pública. Como regra, ele funciona como teto remuneratório para os servidores do Poder Executivo estadual, observadas as exceções previstas na Constituição.

Isso não significa que todos os governadores recebam automaticamente o teto. Cada estado pode estabelecer uma remuneração inferior. É por isso que a diferença entre os valores pagos atualmente chega a mais de R$ 24 mil por mês.

A mesma lógica vale para o vice-governador e para os secretários estaduais: a remuneração é definida conforme a legislação de cada unidade da Federação, respeitados os limites constitucionais aplicáveis.

Afinal, o que faz um governador?  O chefe do Executivo estadual administra a estrutura do governo e estabelece prioridades para políticas públicas dentro das competências do estado. Entre as principais áreas sob sua responsabilidade estão:

  • segurança pública;
  • educação;
  • saúde;
  • infraestrutura;
  • transportes.

Na segurança, a atuação estadual é especialmente relevante. As Polícias Militar, Civil e Penal e os Corpos de Bombeiros Militares estão vinculados à estrutura dos estados, que também administram questões como efetivo, concursos, equipamentos e sistema penitenciário. As Polícias Federal e Rodoviária Federal, por outro lado, pertencem à União, enquanto as guardas municipais estão vinculadas às prefeituras.

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O governador também dirige a administração estadual com o auxílio dos secretários que nomeia. Entre suas atribuições estão enviar à Assembleia Legislativa a proposta de orçamento, apresentar projetos de lei e sancionar ou vetar propostas aprovadas pelos deputados estaduais.

Saúde e educação, por sua vez, são responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. O governo estadual administra sua própria rede de ensino e participa da organização da rede pública de saúde, mas não controla todos os serviços existentes dentro de seu território. Prefeitos possuem autonomia para administrar os municípios e não são subordinados ao governador.

O Distrito Federal tem uma particularidade. Como Brasília não possui prefeitura nem vereadores, o governador do DF acumula atribuições que, nos demais locais, são divididas entre governos estaduais e municipais.

Os governadores eleitos em 2026 terão mandato de quatro anos e poderão disputar uma reeleição consecutiva. A eleição ocorre em dois turnos quando nenhum candidato obtém mais da metade dos votos válidos no primeiro.

Fonte: Gazeta do Povo

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