A bancada de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) protocolou nesta quarta-feira (6) uma representação por quebra de decoro no Conselho de Ética da Casa contra o deputado estadual Coronel Telhada (PP), gravado nas dependências da Alesp com uma arma e fazendo ameaças contra o ex-presidente Lula. (leia mais abaixo)
Em vídeo postado nas redes sociais, Telhada comenta uma fala do petista dizendo que a militância sindical precisa se organizar para pressionar deputados e senadores nas cidades em que moram para que votem a favor de propostas que interessam aos trabalhadores. (leia mais abaixo)
“Vai lá em casa, incomodar a minha mulher, meus filhos e meus netos. Estou te esperando lá. Você e todo o seu bando”, disse Telhada, se dirigindo a Lula e exibindo uma arma dentro do estacionamento da Alesp. (leia mais abaixo)
“A bancada estadual do PT oficializou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Carlão Pignatari, sobre a gravidade do fato e representou o deputado Coronel Telhada no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar”, disse um comunicado da líder do PT na Alesp, deputada Márcia Lia. (leia mais abaixo)
Segundo Lia, “a situação se reveste de intensa gravidade uma vez que às ameaças feitas pelo deputado alcançam as deputadas e deputados estaduais, dirigentes, militantes que compõem e atuam no Partido dos Trabalhadores lado a lado do ex-presidente Lula, em defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito”. (leia mais abaixo)
O deputado Emídio de Souza, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp, também disse nas redes sociais que “Telhada terá que responder pela quebra de decoro” dentro da Assembleia paulista. (leia mais abaixo)
“O coronel Telhada terá que responder pela quebra de decoro ao ameaçar o presidente Lula. (leia mais abaixo)
A bancada do PT acionou o Conselho de Ética. Parlamento é lugar do diálogo e não de ameaça, é lugar de debater soluções para os problemas da população, e não de incitar a violência, o armamento”, disse Emídio. (leia mais abaixo)
O que disse o deputado Telhada
O g1 procurou o deputado Telhada, que disse, por meio de mensagem de áudio, que não fez ameaças à Lula e que não anda armado nas dependências da Alesp. (leia mais abaixo)
“Mais uma representação política do PT. A maioria dos deputados do partido nós nos relacionamos muito bem e nós sabemos que isso aí é mais uma coisa para mostrar para os eleitores deles. Porque não há o que representar, não há crime. Não há ameaça. Nenhum momento ameacei. Simplesmente disse o que faria se fosse atacado na minha residência. (leia mais abaixo)
Quanto à arma, eu sou ex-oficial da Polícia Militar. Tenho porte de arma e não há ilegalidade alguma. Quando eu chego na Assembleia eu chego armado. Quando eu saio da Assembleia eu saio armado”, declarou. (leia mais abaixo)
“A arma fica aqui no cofre, na minha sala. Único lugar proibido de deputado entrar armado é no plenário e em comissões, nos plenários comuns. Eu não ando armado na Alesp. Só entrando e saindo da Alesp. E como não há ilegalidade alguma, o PT quer mesmo é fazer barulho”, completou Telhada. (leia mais abaixo)
“Pra variar é mais uma hipocrisia do PT. Eles sempre se vitimando e se fazendo de inocentes, de coitadinhos. O ícone deles da moralidade, o ex-presidente Lula, ameaça as pessoas publicamente. Incita seus militantes a irem à casa dos deputados intimidar e incomodar os familiares, esposas e filhos e netos, e isso fica como uma coisa normal. Pro PT é normal você intimidar as pessoas, fazer terrorismo na casa das pessoas”, disse o deputado do PP. (leia mais abaixo)
A assessoria de imprensa de Lula falou que o ex-presidente “repudia qualquer ação de cunho violento e que um país melhor se faz com educação e com empregos, não com armas”. (leia mais abaixo)
Discurso de Lula
A fala de Lula sobre a pressão aos parlamentares foi dita em um evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo na última segunda-feira (4). (leia mais abaixo)
No discurso, Lula, que é pré-candidato do PT à Presidência da República, orientou que os sindicalistas procurem os deputados e seus familiares na casa deles, para que sejam pressionados a votar a favor de propostas que interessam aos trabalhadores em um eventual governo petista a partir de 2023. (leia mais abaixo)
“Se a gente mapeasse o endereço de cada deputado e fossem 50 pessoas na casa… Não é para xingar não, é para conversar com ele, com a mulher dele, com o filho dele, incomodar a tranquilidade dele, surte muito mais efeito do que fazer a manifestação em Brasília”, disse Lula.
Fonte: G1