Primeira Turma do STF tem unanimidade para tornar réus Bacellar, TH Joias e desembargador

Vazamento de ação contra o CV. Decisão também atinge Jéssica de Oliveira Santos, esposa de TH Joias, e Thárcio Nascimento Salgado, suspeito de lavar dinheiro do tráfico da favela de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio


  • 19/08/2026, 18h21, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réus o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar; o ex-deputado estadual TH Joias; e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto.

Os três, que estão presos, são acusados de obstrução de investigação relacionada ao vazamento de informações sigilosas de uma operação contra o Comando Vermelho (CV). (Leia mais abaixo)

A decisão também atinge Jéssica de Oliveira Santos, esposa de TH Joias, e Thárcio Nascimento Salgado, suspeito de lavar dinheiro do tráfico da favela de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio.

O julgamento ocorre no plenário virtual do Supremo e até sexta-feira (21) os ministros podem ajustar seus votos.

O voto do relator, Alexandre de Moraes, pelo recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foi seguido por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Segundo a denúncia da PGR, o grupo teria atuado entre os dias 2 e 3 de setembro de 2025 para vazar informações sobre a Operação Zargun, permitindo que TH Joias, então deputado estadual e um dos principais alvos da ação, retirasse objetos de sua residência antes da chegada dos policiais.

No voto, Moraes afirmou que os elementos reunidos durante a investigação indicam o delito de obstrução de investigação contra organização criminosa armada. (Leia mais abaixo)

"Conforme evidenciado pela Procuradoria-Geral da República, há indícios de autoria e materialidade de que os denunciados Jéssica de Oliveira Santos, Macário Ramos Júdice Neto, Rodrigo da Silva Bacellar, Thárcio Nascimento Salgado e Thiego Raimundo de Oliveira Santos agiam em conluio para embaraçar as investigações que tramitavam no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada no tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de capitais", afirmou.

O ministro cita que Bacellar admitiu que conversou com Thiego Raimundo sobre a operação policial, no dia 2 de setembro 2025, na sede do poder Legislativo fluminense e que a PGR aponta que "esse contato ocorreu, portanto, logo após a interação da Polícia Federal com o gabinete do desembargador sobre a data designada para a deflagração".

Para Moraes, a denúncia evidenciou que os acusados agiram "em conluio, para repassar informações sigilosas de operação policial a ser deflagrada, com a finalidade de suprimir elementos probatórios, no intuito de embaraçar investigação de infração criminal envolvendo a organização criminosa denominada “Comando Vermelho".

Após a conclusão do julgamento na sexta, as defesas ainda podem apresentar recursos à Primeira Turma pedindo esclarecimentos sobre a decisão. Depois, o Supremo deve abrir uma ação penal.

Fonte: g1 (Leia mais abaixo)



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