A queda nos números de notificações e óbitos de Covid-19 em Campos em duas semanas foi comemorada pelos presidentes da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Leonardo Castro Abreu, e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), José Francisco Rodrigues, o Dedé, mas os representantes dos setores do comércio e indústria não concordam que a redução dos casos esteja diretamente vinculada às medidas restritivas para o setor, apontando os bancos como causadores das aglomerações na área central. (leia mais abaixo)
— Não posso concordar com o lockdown. Cada um tem sua interpretação sobre os fatos, mas o que se percebe claramente é que há comprovação de que o comércio não tem provocado aglomerações. Houve feriados em que as agências bancárias foram autorizadas a funcionar, mas o comércio, não. Neste caso se verificou grande circulação de pessoas nas ruas. Então não se pode atribuir a queda dos casos às medidas de restrições que atingiram o comércio — disse José Francisco. (leia mais abaixo)
O presidente da CDL comentou ainda sobre a circulação de pessoas na área central. “O problema é que há uma falta de estrutura no sistema bancário para atender um contingente de pessoas que se concentra nas agências. Muitos não têm habilidade para operações bancárias digitais”, analisou. (leia mais abaixo)
— Por outro lado, as agências bancárias nos bairros fazem cada vez menos atendimento físico ou presencial, é tudo atendimento no caixa eletrônico. E boa parte das pessoas não têm essa habilidade digital — arrematou Dedé. (leia mais abaixo)
Na avaliação do presidente da Acic, há vários fatores que concorreram para a redução dos números, mas para ele as medidas de restrições e de flexibilizações não guardam relação com a redução de casos. (leia mais abaixo)
— A centralização na liberação de benefícios são operações que ficam muito centralizadas na área central, como a Caixa Econômica Federal, no Boulevard; o Bradesco, no Calçadão; o Itaú também no Calçadão. Afora isso uma boa parte das pessoas tem a internet, mas não tem acesso ao uso de alguns aplicativos para a prática de operações bancárias— explicou.