Em meio à turbulência e às incertezas da pandemia do coronavírus, a volta às aulas com regime híbrido, com parte das aulas presenciais e parte online–esperada por uns e temida por outros, em função da possibilidade de nova escalada de casos de Covid–, além de revezamento de dias ou semanas, é um grande desafio em Campos. A Prefeitura acaba de encaminhar ao Ministério Público Estadual (MPRJ) um parecer técnico com as exigências sobre as medidas sanitárias a serem adotadas para o plano de retomada das aulas presenciais no município. Para o próximo dia 18, está marcada uma reunião por videoconferência entre representantes do governo municipal e do Ministério Público (MPRJ) a fim de tratar do cronograma para o início da reabertura das atividades híbridas ou presenciais. A maioria das escolas da rede particular alega estar adequada para iniciar as atividades híbridas, de acordo com o Sindicato de Escolas Particulares do Norte e Noroeste Fluminense (Sinepe). O MP, por sua vez, informa que há opiniões divergentes sobre o assunto. Enquanto isso, foi criado o Movimento de Mães por Escolas Abertas em Campos. A opinião de algumas mães pode ser conferida ao final desta reportagem. (leia mais abaixo).
São muitos os questionamentos sobre o assunto, entre eles: Há condições de testagem em massa dos alunos em caso de reabertura das escolas? Os riscos de infecção dos professores e dos pais dos alunos? Na última quinta-feira (11), o MP, por meio da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva a Infância e Juventude, recebeu representantes de pais e responsáveis de alunos da rede privada de ensino e conselheiros tutelares para continuar a coleta de informações sobre o retorno às aulas híbridas e/ou presenciais na cidade durante a pandemia do novo coronavírus. (leia mais abaixo).
Durante a reunião verificou-se entre os responsáveis opiniões divergentes quanto ao retorno híbrido das aulas no atual cenário da pandemia, tendo sido sugeridas medidas de cuidado a serem observadas pelas famílias e escolas, e reconhecida a necessidade de reunir esforços inclusive com o apoio do setor privado ao setor público para que seja possível a retomada das aulas. (leia mais abaixo).
Após o encerramento do encontro foi recebido por e-mail parecer técnico da Secretaria Municipal de Saúde com as informações solicitadas pelo MP, documento este que será analisado pelos representantes do Ministério Público e debatido na reunião do próximo dia 18, que contará com representantes da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, da secretaria Municipal de Saúde, do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe), do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) e dos conselhos tutelares. (leia mais abaixo).
MOVIMENTO DE MÃES – Nesta sexta-feira (12), mulheres que integram o Movimento de Mães por Escolas Abertas em Campos estiveram na frente do Centro Administrativo José Alves Azevedo, sede da prefeitura. A principal cobrança foi a liberação do protocolo exigido pelo Ministério Público. (leia mais abaixo).
Na terça-feira (09) houve uma manifestação a favor da reabertura das escolas de uma forma híbrida e organizada. “Nós como mães alunos estamos defendendo o direito das crianças”, disse a engenheira agrônoma Danielle Braga da Silva, coordenadora do movimento. (leia mais abaixo).
De acordo com Danielle, as escolas particulares estão prontas com um plano piloto para a reabertura. As mães de alunos alertaram também que a falta de sociabilidade em face do longo período de isolamento domiciliar tem causado problemas psicoemocionais nas crianças, além de deficiência cognitiva. (leia mais abaixo).
“As escolas estão prontas para a reabertura, seguindo os protocolos. Com as escolas paradas, as crianças ficam em casa sofrendo mutações em sua personalidade. Isso é crime, não dar a oportunidade de crianças serem crianças. Os pais saem para trabalhar deixando crianças em casa, e acontecem até abusos”, finalizou Danielle. (texto atualizado em 13/02/2021, 00h49)
Fonte: Redação com Ascom/MP